Quais os tipos de códigos de barras mais comuns?

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Os códigos de barras chegaram ao Brasil em 1985 e desde então revolucionaram o mercado. Literalmente, pois a intenção inicial dos inventores dos códigos de barras, os estudantes Joseph Woodland e Bernard Silver era atender supermercados em sua cidade.

Patenteada por eles em 1952, a invenção foi aprimorada por anos, por empresas como a IBM, até chegar nas versões que temos hoje.

Atualmente existem diversos tipos de códigos de barras, que variam de acordo com a finalidade para que são empregados. Eles estão por toda parte. Pode ser que até hoje, você não tenha lhes dado muita importância.

No entanto, como empresário, é importante que você conheça, pelo menos os principais deles. Por isso, fizemos uma seleção com os que são de emprego mais frequente no Brasil e no mundo.

1) EAN-13 (European Article Number)

Começamos a nossa seleção, apresentando o código de barras mais comum utilizado no Brasil. Do refrigerante ao televisor, é esse código que você encontra estampado na maioria dos produtos que compra.

Também conhecido como GTIN, que é sigla de “Global Trade Item Number”, ou em bom e velho português o Número Global de Item Comercial, é definido assim por ser o código de identificação de itens no varejo. Lojas, supermercados, padarias. Todo produto que é vendido de forma unitária para o consumidor final tem um código de barras.

O código de barras EAN-13 é composto por 13 dígitos, pelos quais se tem acesso ao país de origem (cada país tem seu código, composto por 3 dígitos), além do nome da empresa e tipo de produto. O código do Brasil é 789.

Por ser um código único de produtos, é utilizado principalmente em pontos de venda, por tornar mais ágil o processamento, evitando filas e confusões. Segundo pesquisas, o uso dos códigos de barras aumentou as vendas de 10 a 12% e diminuiu os custos operacionais. Foi assim que eles garantiram seu espaço nos PDVs, desde então.

Esse é o principal código utilizado na Europa, América do Sul e África. Com o comércio global de produtos, ele foi criado pelo acréscimo de números ao código UPC, do que falaremos a seguir.

1.1 EAN-8, EAN-2 e EAN-5

Aqui não falamos nenhuma novidade, mas de uma necessidade por códigos de barras que nasceu em setores específicos do mercado.

O fato é que o código EAN, com 13 dígitos, simplesmente não caberia em alguns produtos. Isso por limitações físicas mesmo. Produtos muito pequenos, como itens de papelaria, estariam ficando de fora da codificação.

A solução encontrada foi criar uma versão reduzida do código, com menos dígitos. Assim, surgiu o código de barras EAN-8, uma versão “condensada”do EAN-13.

Já o EAN-5 foi desenvolvido como um código complementar para ser utilizado em livros. O diferencial desse código é que ele apresenta uma sugestão de preços para o artigo. Bem interessante, não é mesmo?

Na mesma linha de raciocínio, o EAN-2 foi criado para ser afixado em revistas e periódicos. Ele também atua como um complemento para códigos e não um código individual.

2)UPC – Universal Product Code

O Código Universal de Produto, que em inglês tem a sigla UPC, é o código utilizado nos pontos de venda do varejo dos Estados Unidos e Canadá. Para a maioria das empresas brasileiras, ele não é um código tão importante. Mas, se a sua empresa pretende comercializar com esses países, você precisará providenciar a codificação de seus produtos no padrão UPC.

As informações mais relevantes contidas nesse código são: dados do fabricante, tipo e código do produto. Assim como no EAN 13, todos os produtos recebem uma identificação única.

Junto com o padrão Europeu, os códigos UPC são os mais utilizados no mundo. A maioria dos leitores e sistemas disponíveis atualmente estão preparados para ambos.

3) DUN 14

Assim como os produtos precisam de uma identificação única, suas embalagens para transporte e armazenamento também recebem códigos de barras.

Afinal, em suas viagens por toda a cadeia logística, os lotes de produtos precisam ser identificados diversas vezes. Seja na entrada em armazéns, no carregamento de containers e até nas alfândegas, a embalagem principal do produto precisa ser identificada e facilmente reconhecida.

Imagine um funcionário ter de tirar um produto de dentro da embalagem para registrá-lo pelo código EAN-13. Quanto maiores os volumes, mais difícil isso acontecer.

Para isso, foi criado o código DUN (Distribution Unit Number) ou ITF-14 um código com 14 dígitos, utilizado em embalagens, containers, caixas de papelão e até mesmo pallets.

Em resumo, eles indicam que uma unidade de transporte composta de várias unidades menores (ou comerciais) estão sendo transportadas e recebidas no local de venda. Por exemplo: uma caixa de papelão contendo 100 unidades de um produto, receberá um código de barras DUN 14 indicando seu conteúdo.

4) ISBN – International Standard Book Number

É um código que individualiza obras, pois identifica por autor, país, editora, título e até mesmo a edição. Atualmente o código ISBN tem 13 dígitos.

Assim como os códigos EAN-13 e UPC, para os quais não há obrigatoriedade definida na legislação, o código ISBN também não é obrigatório em publicações. Mas na prática, além da facilidade de identificação, confere credibilidade ao autor e obra.

No Brasil a responsável pela atribuição do ISBN é a Fundação da Biblioteca Nacional. Mais informações podem ser obtidas pelo site da própria Agência Brasileira do ISBN.

5) QR Code

Por último, mas não menos importante, apresentamos o caçula dos códigos de barras. O QR-Code (Quick Response ou código de resposta rápida) é um código bidimensional, que pode ser lido pela câmera de qualquer celular.

Por isso, não é necessário ter um leitor infravermelho, nenhum equipamento específico para ter acesso à informação que o QR Code apresenta.

Sua característica principal é uma grande capacidade de armazenamento, que pode chegar a mais de 4000 caracteres alfanuméricos.

Os QR codes foram criados pela empresa japonesa Denso-Wave em 1994 inicialmente para catalogação de peças na indústria automobilística. Embora tenham sido patenteados pela empresa, o seu uso é livre.

O potencial de crescimento para os QR codes é imenso. Atualmente, são empregados principalmente em peças de marketing, games e até mesmo ingressos para eventos.