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terça-feira, 15 junho, 2021
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Crítica: “A mulher na janela”

Por Ariosto Mesquita (*)

Não é pouca coisa reunir em um só trabalho a talentosa Amy Adams, o lendário Gary Oldman, o carismático Anthony Mackie (para muitos o “nome do momento”) o surpreendente Wyatt Russell e o brilho de Julianne Moore (pra ficar só nestes cinco nomes). Apenas isso justificaria investir 1h40min de sua vida para acompanhar “A mulher na janela”, uma adaptação do livro homônimo de A.J. Finn, que estreou na última sexta-feira (14.05.2021) no catálogo da Netflix.

A história mostra Anna, uma psicóloga que sofre de agorafobia (um transtorno de ansiedade que a impede de sair de casa) e que passa parte de seu tempo vendo, pela janela, o dia-a-dia dos vizinhos. Em uma dessas observações (entre boas doses de álcool e remédios) ela testemunha uma cena aterrorizante e tenta, fragilmente, denunciar o ocorrido.


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Os fãs do mestre Alfred Hitchcock perceberão, desde os primeiros minutos, uma clara e deliciosa homenagem ao clássico “Janela Indiscreta”, de 1954. O visual externo dos apartamentos e a câmera com teleobjetiva reverenciam o mestre do suspense.

Tá bom, mas vá com cuidado. O filme, cuja pré-produção teve início em 2016, demorou cinco anos para ser concluído em definitivo. Passou por uma série de percalços, inclusive uma refilmagem. E isso parece ter balançado a mão do bom diretor Joe Wright (Radioactive, Orgulho e Preconceito, O Destino de uma Nação, etc.). Fica a impressão de que seu maior trabalho foi a montagem de um quebra-cabeças, uma colagem de fragmentos, comprometendo o ritmo de um bom suspense.

Amy Adams carrega o filme com uma luxuosa (apesar de curta) colaboração de Julianne Moore (as duas protagonizam um enigmático diálogo na primeira metade) e do promissor Fred Hechinger. No entanto, as participações dos pesos-pesados Oldman e Mackie são mínimas (sobretudo do segundo), deixando aquela sensação de “quero mais” e a certeza de que a direção poderia ter ampliado o desenvolvimento de seus personagens. Apesar de tudo, “A mulher na janela” entrega um bom thriller, com diversos plot twists e uma conclusão trivial. Vale conferir.


(*) Jornalista, especialista em Administração de Marketing, mestre em Produção e Gestão Agroindustrial e emissor de críticas cinematográficas no Facebook. (ariostomesquita@gmail.com)


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Gustavo Praiadohttps://www.cenariomt.com.br
Gosta de economia, assistir séries, filmes de ação e gosta de videogames. Editor no CenárioMT nos cadernos de Economia e Mundo, mas nem por isso deixa uma notícia regional em branco, sempre atento as tendências que o internauta procura para ficar bem informado.
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