Na última terça-feira (24), um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual Paulista descobriu que uma substância, encontrada no veneno de cobras jararacuçu, pode bloquear a reprodução da Covid-19 no organismo humano.

De acordo com alguns relatos, a molécula foi capaz de reduzir em até 75% a capacidade da Covid-19 de se espalhar no corpo dos macacos de laboratório com os quais eles investigaram.


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Os resultados preliminares da pesquisa foram publicados em 12 de agosto na revista digital Molecules. Por sua vez, o especialista Eduardo Maffud, professor do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista, detalhou que eles já haviam percebido que o veneno dessa cobra tinha propriedades antibacterianas potentes, então decidiram testá-lo contra a Covid-19.

A cobra jararacuçu é uma espécie encontrada no oeste, sudeste e sul do Brasil, bem como em outros países da América do Sul, como Bolívia, Paraguai e norte da Argentina.

Afinal, que cobra é essa?

A jararacuçu (Bothrops jararacussu) ocorre na Mata Atlântica de baixada, entre 0m a 700 metros de altitude, desde o sul da Bahia até o Rio Grande do Sul. Fora do País também pode ser encontrada na Argentina, Bolívia e Paraguai. “Ela habita ambientes mais florestais, onde tenha um dossel mais denso e o solo com bastante serapilheira e troncos caídos. Essas estruturas formam tocas e esconderijos perfeitos para descansarem”, comenta o biólogo e cinegrafista de natureza, Rafael Mitsuo.

Considerara a segunda maior serpente peçonhenta do Brasil – atrás apenas da surucucu-pico-de-jaca; a espécie impressiona pelo tamanho. “Maiores e mais robustas, as fêmeas podem chegar a mais de dois metros de comprimento”, destaca.


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“Uçu” do nome popular vem de “açu”, que significa “grande”, “de grande porte”.