Peeling de fenol: Quem pode fazer? Quais os riscos? Saiba tudo sobre procedimento

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O empresário Henrique Chagas, de 27 anos, morreu após realizar um “peeling de fenol” em uma clínica estética na zona sul de São Paulo, de propriedade da influencer Natalia Becker, de 29 anos, que está sendo investigada pela polícia. O caso foi registrado como morte suspeita.

O homem sofria há anos com marcas de acne na pele e recorreu ao procedimento para amenizá-las pagando R$4.300 pelo procedimento. De acordo com Marcelo, o namorado da vítima, não foi realizado nenhum teste prévio de alergia com Henrique, que logo após a aplicação ficou desacordado, o Samu foi chamado para tentar reanimá-lo, mas ele acabou não resistindo.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo informou que Natália Becker está sob investigação. O caso foi registrado como morte suspeita e está sendo tratado como homicídio culposo pelo 27º Distrito Policial.

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O que é o peeling de fenol?

O peeling de fenol é um tratamento de pele que ajuda a rejuvenescer o rosto, amenizando cicatrizes de acne, flacidez, rugas e fotodanos. Ele utiliza um ácido que contém uma substância chamada fenol, associada a um sabão chamado novisol e óleo de cróton, que aumenta a capacidade de penetração do fenol na pele.

Após a aplicação, em geral a solução é deixada na pele por cerca de 24h até que o paciente possa lavar o rosto.

Quais cuidados devem ser tomados com o peeling de fenol?

De acordo com a Médica Pós-graduada em dermatologia Dra. Nicolly Machado, é preciso ter alguns cuidados para que o procedimento seja realizado de forma correta.

É preciso ter alguns cuidados durante a aplicação do peeling de fenol, como aplicá-lo de forma lenta em cada região do corpo, respeitando o tempo determinado para cada uma delas, isso ajuda a evitar complicações durante a aplicação”.

Por isso, durante a aplicação é preciso monitorar os batimentos cardíacos do paciente, se for identificada qualquer alteração é feita uma pausa respeitando os intervalos indicados”, explica.

O peeling de fenol traz riscos?

O procedimento traz riscos, por isso, é preciso que o profissional saiba para qual paciente indicar o peeling de fenol, com uma análise prévia.

O principal risco do peeling de fenol é a arritmia, que pode evoluir para problemas cardiorrespiratórios, mas também pode causar cicatrizes e hipercromias pós-operatórias”.

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O peeling de fenol não é para qualquer paciente, o profissional precisa analisar muito bem a pele do paciente e a sua saúde cardiovascular antes de indicar o procedimento. Pessoas com problemas cardíacos, doenças autoimunes, fumantes, que têm diabetes descompensada, histórico de cicatrizes ou usam anticoagulantes também não devem recorrer ao peeling de fenol”.

Além disso, é preciso saber dosar a quantidade das substâncias usadas para o peeling pois caso, por exemplo, o profissional realizar um peeling muito profundo em uma pele com pouca capacidade regenerativa o paciente poderá ter problemas”, alerta a Dra. Nicolly Machado.

O que saber antes de fazer um peeling de fenol?

Antes de recorrer ao peeling de fenol é preciso escolher um profissional qualificado, realizar todos os exames necessários e estar ciente, por exemplo, do processo de recuperação.

É importante que as pessoas estejam cientes de que o peeling de fenol é um procedimento invasivo que tem riscos e possui um pós bem complicado, com uso de antibióticos, cuidados especiais na região durante todo o período, que dura de 7 a 15 dias, o que também demanda um preparo psicológico”.

Mas o ponto principal é buscar um profissional qualificado, que tenha um bom histórico, que seja especializado nesse procedimento, pois ele vai direcionar o paciente para os exames necessários e realizar uma avaliação completa. A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda que o peeling de fenol seja realizado apenas por médicos com especialidade em dermatologia e em uma clínica com a estrutura adequada”, ressalta Dra. Nicolly Machado.

Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues, Colunista do Cenário MT é um Pós-doutor e PhD em neurociências eleito membro da Sigma Xi, The Scientific Research Honor Society e Membro da Society for Neuroscience (USA) e da APA - American Philosophical Association, Mestre em Psicologia, Licenciado em Biologia e História; também Tecnólogo em Antropologia com várias formações nacionais e internacionais em Neurociências e Neuropsicologia. É diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito (CPAH), Cientista no Hospital Universitário Martin Dockweiler, Chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International, Membro ativo da Redilat, membro-sócio da APBE - Associação Portuguesa de Biologia Evolutiva e da SPCE - Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação. Membro Mensa, Intertel e Triple Nine Society, sociedades de pessoas com alto QI.