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terça-feira, 24 novembro, 2020
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Venda de vinhos dispara no Brasil durante a pandemia

Por CENÁRIOMT COM G1

Não houve ano melhor para a venda de vinhos no Brasil que 2020. Diferente do restante da economia, as políticas de isolamento social contra a disseminação do novo coronavírus tiveram papel importante para impulsionar os negócios.

Com o setor de eventos paralisado e fechamento de bares e restaurantes, o vinho ganhou espaço ao se tornar a escolha de bebida para momentos de lazer em casa.

Dados da Ideal Consulting mostram que a comercialização mensal da bebida entre março e julho deste ano triplicou, alcançando 63,4 milhões de litros – no mesmo período de 2019, foram 21,3 milhões. Foram os meses em que o isolamento foi mais forte no país. De janeiro a agosto, foram 313,3 milhões de litros, 37% mais que no mesmo período do ano passado.

A exceção foram os espumantes, muito ligados às festas e comemorações. No período, houve queda de 5% nas vendas, de 9,3 milhões para 8,8 milhões de litros.

Os números dão conta da venda de vinícolas para supermercados, lojas e restaurantes, somando importações. Captam, portanto, a formação de estoque e não a venda na ponta.

De qualquer forma, trata-se do melhor resultado da série histórica. O recorde mensal de julho é 32% maior que a melhor marca anterior à pandemia, de outubro de 2019.

O desafio de produtores de vinhos, agora, é manter a clientela. Dados de agosto mostraram uma queda de 21% em relação ao mês anterior, escancarando uma desaceleração do setor junto com a abertura da economia.

“Esse volume de crescimento não vai se manter, mas deve cair para um patamar acima do que estava em 2019”, diz Felipe Galtaroça, CEO da Ideal Consulting.

“Foi como um chicote: subimos, encontramos erros e acertos e, agora, vem uma nova fase”, afirma o especialista.

Batalha de preços

O dólar mais alto tornou o vinho brasileiro mais competitivo nas gôndolas e animou bons produtores. Neste ano, a moeda americana subiu cerca de 40% em reais, elevando o preço dos importados por aqui.

Resultado é que, até agosto, o crescimento das vendas de vinhos finos brasileiros foi de 93% no intervalo contra o ano anterior.O aumento expressivo do segmento, contudo, vem de uma base muito baixa. A fatia dos vinhos finos brasileiros é de apenas 6% do mercado. Quem domina as vendas é o vinho de mesa (67%), feitos com variantes de uva mais baratas e para os quais muitos especialistas na bebida torcem o nariz.

São os finos que tentam bater de frente com produtores vizinhos, como Argentina, Chile e Uruguai, e que têm ampla procura de quem aprecia a bebida. Os tradicionais europeus – da França, Portugal e Itália, em especial – também costumam ter preços competitivos.

Em geral, os importados ganham o duelo. Mas o câmbio fez a fatia dos estrangeiros cair de 32% para 27% do mercado, de janeiro a agosto. Quem se esforça para ganhar mercado, comemora.

“Estou muito otimista. Tenho ouvido de clientes experimentados que não deixamos a desejar contra vinhos internacionais de mesmo padrão de qualidade. Isso nos dá certeza que a segunda compra será nossa”, afirma Fabrizia Zucherato, diretora executiva da vinícola Guaspari.

Além da procura maior, a vinícola da cidade de Espírito Santo do Pinhal, interior de São Paulo, quer aproveitar o interesse nos vinhos brasileiros para desenvolver o enoturismo. Reaberta em meados de outubro, a agenda para grupos que queiram conhecer os vinhedos lotou até o fim do ano.

“As pessoas estão viajando para mais perto e estamos a duas horas de São Paulo. Até durante a semana passamos a receber visitantes”, diz Fabrizia.

Também saíram vencedoras desse período as vinícolas como a Salton, que têm portifólio de produtos variado. Produtora de sucos, vodka e vinhos, a companhia teve crescimento apurado de 40% até aqui, mesmo com 40% dos rendimentos baseados em espumantes.

“A aceleração que tivemos nos vinhos se manteve, com ganhos de mercado acima do projetado. Com a reação dos espumantes desde agosto, será um bom último quadrimestre do ano, que sempre foi importante para nosso faturamento”, afirma Maurício Salton, presidente da empresa.

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Dayelle Ribeirohttps://www.cenariomt.com.br
Redatora do portal CenárioMT
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