De acordo com a Secretária Municipal de Assistência Social, Jucélia Ferro, o projeto, que estava parado em decorrência da pandemia, volta com nova roupagem. “Esse trabalho já vem sendo desenvolvido no município há alguns anos. Porém agora estamos retomando com novidades, ampliando a área de abrangência”, diz, salientando que, além dos CRAS São Domingos, Praça CEU e São José, o projeto também será desenvolvido no Centro de Convivência da Terceira Idade (CCI). “Serão, em média, 15 adolescentes por turma, em dois turnos, manhã e tarde, com uma média de 120 jovens sendo capacitados. O objetivo é garantir a inserção daqueles que podem estar vulneráveis ao trabalho infantil, no mercado de trabalho formal”.


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Segundo Milana Silvia Higino Mendes, psicóloga e gestora do AEPETI (Ações Estratégias do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil), após inscritos no projeto, os jovens iniciam o processo de qualificação, por meio de uma metodologia participativa e dinâmica, com temas voltados para a imagem pessoal, perfil profissional, comportamento, disciplina, ética, moral, responsabilidade e compromisso. “Essa capacitação consiste em oficinas temáticas que visam prepará-los para o mercado de trabalho; orientá-los sobre o programa de aprendizagem e sobre a lei que os ampara como aprendizes, enfatizando seus direitos e deveres; além da preparação para o processo de seleção”, explica.

Uma das etapas do projeto é a parceria com empresas que precisam inserir menor aprendiz em seus quadros de funcionários. Para isso, a Semas, por meio da equipe do AEPETI faz a sensibilização e o cadastro das empresas que aderirem ao projeto. O Aprendiz Sorriso Legal 2021 será finalizado com a premiação das empresas parceiras, com o “Selo Empresa Legal – Amiga do Aprendiz”.

“As empresas precisam ser sensíveis em compreender que ter um aprendiz em seu quadro de funcionário não é só uma obrigação legal. É vantajoso contratar um aprendiz sem vícios e treiná-lo, para fidelizar o funcionário e moldá-lo à sua maneira, conforme as necessidades da empresa, pois os aprendizes de hoje poderão ser os funcionários de amanhã. Além disso, é importante que a pessoa escolhida para ser o tutor do aprendiz na empresa exerça a função de maneira a ensiná-lo e orientá-lo com responsabilidade, sem expô-lo a atividades que caracterizem trabalho infantil ou o exponha a situações de risco ou vulnerabilidade”, salienta a gestora do AEPETI.

Para participar do projeto, os adolescentes residentes em território atendido pelos CRAS devem procurar orientação junto à equipe técnica para fazer a inscrição. Já os jovens que residem em áreas descobertas podem buscar informações na Secretaria Municipal de Assistência Social.