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terça-feira, 11 maio, 2021
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‘Olhar para frente, não deixar que isso aconteça outra vez’, diz governador empossado sobre corrupção

Por Pedro Figueiredo, RJ1

Após ser empossado governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro concedeu uma entrevista e disse que vai investir em fiscalização e compliance para não se tornar alvo de escândalos de corrupção, como os que levaram ao afastamento, condenação e impeachment de Wilson Witzel e até a prisão de outros governadores do estado nos últimos anos.

“Estamos trabalhando duramente em compliance, em novos métodos de não deixar isso acontecer, tanto é que de 28 de agosto pra cá, a gente está conseguindo uma verdadeira revolução, com uma controladoria forte, com uma procuradoria forte, agora com uma secretaria de Justiça e Compliance buscando que daqui pra frente erros do passado não se repitam. Eu acho que é aprender com o passado, mas olhar para frente. Olhar para frente, não deixar que isso aconteça outra vez”, disse o governador empossado.


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À tarde, Castro voltou a dar um pronunciamento e disse:

  • Que seu compromisso “é criar políticas públicas para ajudar quem tem mais sofrido com a pandemia. Seja pela perda de parentes, seja pela perda de emprego provocada pela crise econômica”
  • Que a concessão da Cedae vai beneficiar mais de 12 milhões de pessoas.
  • Que “todos os municípios são importantes”. “Por isso, determinei a entrega igualitária de 5,8 milhões de doses de vacina contra a Covid em todo o estado”, afirmou.
  • Que vai “continuar enfraquecendo as milícias”. “A força-tarefa que criamos em outubro já resultou em mais de 600 prisões. Retiramos 1,5 bilhão desses criminosos”, disse o governador.

 

Nesta sexta (30), Wilson Witzel se tornou o primeiro governador do Rio de Janeiro a sofrer impeachment desde o fim da ditadura. Ele foi afastado do governo em agosto do ano passado e, desde então, Castro atuava como seu interino.

Witzel foi o sexto governador do estado a estar na mira da Justiça em menos de quatro anos. O antecessor também não concluiu o mandato: Pezão foi preso a 31 dias do fim da gestão. Antes dele, Sérgio Cabral, Anthony Garotinho, Rosinha Garotinho e Moreira Franco foram detidos.


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Apoio do governo federal

 

A relação do atual governador é próxima da família presidencial. Nesta sexta-feira (30), durante o leilão da Cedae, o presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro estiveram ao lado de Castro. Sobre a participação do governo federal na gestão estadual, o governador disse que espera que seja apenas de ajudar ao Rio.

“A participação que eu espero que eles tenham no meu governo é ajudando o estado do Rio de Janeiro. O estado precisa da ajuda do governo federal. A situação econômica do nosso estado ainda é muito difícil, precisamos de investimento aqui”, disse o governador.

Relação com a Alerj

 

Em seu pronunciamento, Castro fez um aceno de paz à Alerj. Na quarta-feira (28), o então governador em exercício e o deputado André Ceciliano, presidente da Assembleia, mediram forças na votação que tentava derrubar o leilão da Cedae. O presidente da Casa chegou a dizer que Castro havia ameaçado deputados.

“A semana que passou, senhor presidente, marcada por divergências, hoje faz parte do passado. E a cada passagem, cada um de nós sai com um aprendizado. É assim que eu encaro o mundo, sempre olhando para frente”, disse Castro.


Dayelle Ribeirohttps://www.cenariomt.com.br
Redatora do portal CenárioMT
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