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Nascido com apenas 21 semanas, bebê mais prematuro do mundo completa um ano

Por CENÁRIOMT COM INF. UOL

No dia de seu nascimento, em 5 de junho de 2020, o filho do casal norte-americano Beth e Rick Hutchinson cabia na palma de uma de suas mãos. Pesando apenas 340 g e medindo 26 cm, o pequeno Richard Scott William Hutchinson havia nascido bem antes do esperado e seus médicos não estavam otimistas em relação às suas chances de sobrevivência.

Apesar de a data prevista para o nascimento ser apenas em 13 de outubro de 2020, Beth teve complicações médicas e entrou em trabalho de parto quase quatro meses antes. Felizmente, desafiando o prognóstico recebido, Richard completou um ano em junho de 2021 – e se tornou oficialmente o bebê mais prematuro a sobreviver.


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Luta pela sobrevivência

A notícia de que seu bebê nasceria prematuro foi devastadora para o casal, que lutou contra problemas de fertilidade por vários anos. Richard veio ao mundo com uma idade gestacional de 21 semanas e 2 dias, enquanto o período comum para um bebê é de aproximadamente 40 semanas.

Depois que ele foi transferido pela primeira vez para a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) no hospital Children’s Minnesota, nos Estados Unidos, os médicos se sentiram obrigados a preparar seus pais para o pior. “Eles foram informados de que havia 0% de chance de sobrevivência, segundo nossa equipe”, disse ao Guinness World Records sua médica neonatologista, Stacy Kern.

O ano de 2020 foi, sem dúvida, muito difícil para a família Hutchinson. Todos os dias, Rick e Beth dirigiam uma hora de sua casa no condado de St. Croix, Wisconsin, para Minneapolis, onde Richard estava sendo tratado 24 horas por dia.


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Eles fizeram essa jornada por seis meses para passar o máximo de tempo possível com o filho. “Nós garantimos que estávamos lá para lhe dar apoio”, disse Rick ao jornal “The Washington Post”. “Acho que isso o ajudou a superar, porque ele sabia que podia contar conosco.” A Dra. Kern também acredita que essa dedicação desempenhou um papel fundamental para a recuperação do bebê. “A sua sobrevivência milagrosa é fruto do empenho dos pais que estiveram ao seu lado em cada etapa do caminho e de toda a equipe de neonatologia da Children’s Minnesota. Nós sabemos que bebês que ouvem a voz dos pais e são abraçados se saem melhor e têm melhores resultados”, disse ela.

A chegada ao lar

No início de dezembro de 2020, depois de mais de seis meses na UTI neonatal, Richard recebeu autorização para deixar o hospital e ir para casa. Foi um dia emocionante não apenas para a família, mas também para a equipe médica que acompanhou o bebê durante a jornada de internação. “O dia em que ele recebeu alta foi um dia muito especial. Lembro-me de tirá-lo do berço e segurá-lo com lágrimas nos olhos”, conta a médica. “Ele me ensinou o que realmente significa ser resiliente.”

Quando foi para casa, Richard ainda não estava completamente fora de perigo e exigia check-ups regulares, além de precisar de alguns equipamentos médicos para auxiliar no dia a dia.

Junto da família, ele continua a se desenvolver e a crescer e, embora ainda precise de suporte de oxigênio e oxímetro de pulso, está evoluindo rapidamente. Agora já pesa 6 quilos e começou a engatinhar e comer comida de bebê com a boca, em vez de sonda. Sua saúde continuará a ser monitorada de perto, mas desta vez o prognóstico é positivo. “Ele já tem dois dentes agora e muita personalidade. É um bebê muito feliz. Sempre tem um sorriso no rostinho adorável dele”, conta a mãe.

No livro dos recordes

O dia 5 de junho de 2021 marcou o primeiro aniversário de Richard e foi celebrado ao lado dos seus pais, seus três cães e outros parentes. O Guinness World Records também aproveitou essa data para reconhecê-lo oficialmente como o bebê mais prematuro a sobreviver.

Antes, o título estava com James Elgin Gill, também norte-americano, que nasceu em maio de 1987 com uma idade gestacional de 21 semanas e cinco dias. Para outros pais de bebês prematuros, o conselho da mãe é não desistir. “Defenda seu filho o máximo que puder. Seja intrometido porque é seu filho e você merece saber o que está acontecendo”, defende.


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O casal disse que ficou “extremamente animado” quando o filho recebeu a homenagem do Guinness World Records, pois acredita que sua história ajudará a aumentar a conscientização sobre bebês prematuros. Agora, Beth e o marido planejam iniciar uma organização sem fins lucrativos nos próximos meses para apoiar outros bebês na mesma situação.

Rebeca Moraeshttps://www.cenariomt.com.br
Redatora do portal CenárioMT, escreve diariamente as principais notícias que movimentam o cotidiano das cidades de Mato Grosso.

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