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Mulher busca tratamento após ter 90% do estômago tomado por câncer em SP

Por Mariana Nadaleto, G1 Santos

Após ser diagnosticada com um câncer agressivo no estômago, a vida da auxiliar administrativa Kátia de Santana, de 36 anos, assim como a do marido Anderson de Santana Faé, de 39, virou de cabeça para baixo. Com 90% do órgão tomado pela doença, ela precisou iniciar rapidamente o tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que oferece a quimio e radioterapia. Porém, a família ainda precisa de muitos recursos e conta com o apoio de amigos, por meio de uma campanha na web para conseguir R$ 50 mil.

Moradores de Praia Grande, no litoral de São Paulo, eles conseguiram uma vaga para o tratamento em Foz do Iguaçu, no Paraná, e decidiram não perder tempo. Katia logo passou por novos exames e iniciou as sessões de quimioterapia para tentar reduzir o tamanho no tumor e, assim, perder o mínimo possível do órgão na cirurgia.


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Atualmente, Katia precisa ir todos os dias ao hospital para as sessões, já que não pode ficar internada devido à pandemia do novo coronavírus. Ela precisa bancar o transporte diário, alimentação diferenciada por conta da doença, suplementos, antibióticos e medicamentos que ofereçam conforto e maior qualidade de vida. Para que possa custear tudo isso, amigos decidiram fazer uma vaquinha virtual.

“As únicas coisas que recebemos do SUS são a quimio e a radioterapia. Todos os outros remédios a rede pública não oferece, porque não são de uso contínuo. O problema é que cada sessão gera reações diferentes no corpo da minha esposa, então, tem que tomar diferentes medicamentos para aliviar os sintomas”, explica Anderson.

As complicações enfrentadas pela família não param por aí. Após perder o irmão, em julho de 2019, e receber a notícia do câncer de Katia em novembro do mesmo ano, Anderson teve picos de pressão alta e acabou sofrendo um aneurisma cerebral. Além disso, por ser diabético, perdeu parte da visão. Tudo isso dificultou sua recolocação no mercado de trabalho e ele segue desempregado, o que complica a situação financeira da família.

Diagnóstico

Katia começou a sentir dificuldades para ingerir alimentos em 2019 e decidiu procurar um especialista para descobrir se havia algum problema. Ela fez duas endoscopias, que apontaram uma úlcera, e uma tomografia, que constatou um tumor de 3,5 cm. Logo depois, no Ano Novo, o casal viajou para Foz do Iguaçu, onde moram parentes, e decidiu encaminhar o pedido de tratamento a um hospital local.


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“Foi um choque receber essa notícia tão triste, desesperador. Fizemos o encaminhamento em Praia Grande logo após o diagnóstico, e quando contamos para a família, sugeriram que tentássemos em Foz, também. Em apenas 20 dias, conseguimos um encaixe e nos passaram para um especialista. Na Baixada, levou quase três meses para recebermos uma resposta”, relata o marido.

Katia precisou fazer novos exames em janeiro, no Paraná, e os resultados não foram animadores. Em apenas dois meses, o câncer já havia tomado 90% do seu estômago. O médico achou melhor fazer algumas sessões de quimioterapia, para reduzir o tumor, e depois levá-la para cirurgia. Durante a operação, foi constatado que o câncer havia se espalhado para o pâncreas.

Após a operação, ela passou a fazer quimioterapia uma vez a cada 15 dias, para eliminar as células comprometidas, e radioterapia diariamente, para evitar que o câncer se alastre novamente. As sessões acabam exigindo muito do organismo da auxiliar administrativa, o que faz com que ela precise de tratamentos complementares com remédios que precisa comprar do próprio bolso.

“Nossa rotina mudou muito desde quando descobrimos a doença e iniciamos o processo. Mas, continuamos sempre com muita fé em Deus. Ele tem tocado o coração de algumas pessoas, que estão nos ajudando. O valor arrecadado nos dará tranquilidade para que Katia faça o tratamento e consiga lutar pela vida”.

Separados

A pandemia do novo coronavírus complicou ainda mais a vida do casal. No dia 22 de março, Anderson precisou deixar o Paraná, onde a esposa passa por tratamento, para fazer um procedimento nos olhos em Santos, por conta da perda de visão. Porém, na hora de retornar para Foz do Iguaçu, os aeroportos e rodoviárias já estavam fechados.

Desde então, ele e Katia não se viram mais pessoalmente, apenas por chamadas de vídeo, realizadas todos os dias. “Tem sido um período bem difícil. Como não posso dirigir, dependo de outros meios para poder viajar. Agora, graças a Deus, as rodoviárias estão reabrindo e estou me programando para voltar ao Paraná e acompanhar a continuação do tratamento”.

Outra coisa que vem atrasando esse reencontro é a questão financeira. Como uma viagem custa caro, eles preferem direcionar todos os recursos para os medicamentos necessários. Vendo o sofrimento do casal separado, os amigos decidiram ajudar e compraram uma passagem aérea para que Anderson possa, finalmente, voltar para Katia.


Dayelle Ribeirohttps://www.cenariomt.com.br
Redatora do portal CenárioMT
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