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sábado, 27 fevereiro, 2021
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Madame e filha são acusadas de furtar vizinhos em condomínio de luxo

Por O TEMPO

Discreta, bem de vida financeiramente e “acima de qualquer suspeita”. Esse é o perfil de uma mulher de 49 anos que, junto com a filha, é investigada por furtos em apartamentos dos vizinhos em um condomínio de luxo no bairro Vila da Serra, em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte. Só em janeiro, três moradores do prédio, em que o valor de compra de um imóvel pode chegar a R$ 750 mil, registraram boletim de ocorrência de crimes. Nesta quarta-feira (10), a Polícia Civil informou que instaurou inquérito e que o procedimento está em fase avançada.

A reportagem de O TEMPO teve acesso a quatro boletins de ocorrência em que a mãe é citada, mas o número de casos pode ser maior. Em um dos mais recentes, registrado pela Polícia Militar no dia 21 de janeiro deste ano, o proprietário do imóvel contou que todas as joias da companheira, com valor total de aproximadamente R$ 100 mil, foram furtadas.


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Segundo o registro policial, o morador contou aos militares que saiu do apartamento com a mulher e, quando retornaram, perceberam que a caixa de joias estava vazia. O imóvel não apresentava sinais de arrombamento. Ainda conforme a versão do homem à polícia, no condomínio já tinham relatos que a mulher mais velha estaria furtando outros moradores.

Um dia depois, em 22 de janeiro, uma outra moradora procurou a polícia para informar que objetos também tinham sumido do apartamento dela. Na versão da mulher, no início do mês de junho do ano passado, as funcionárias dela abordaram a suspeita de 49 anos dentro do imóvel. Posteriormente, a proprietária percebeu a ausência dos seguintes objetos: uma aliança dourada de casamento, cordões de ouro amarelo, um anel metade ouro branco e metade ouro amarelo, um relógio de marca que, dependendo do modelo pode valer mais de R$ 5 mil, e uma bolsa de grife, em que a valor pode passar de R$ 20 mil. A vítima ressaltou aos policiais que desconfiava que a vizinha tinha entrado no local outras vezes.

Na casa do vizinho por curiosidade

No dia 13 de janeiro, um terceiro morador já havia prestado queixa contra a mulher. Na ocasião, ele contou que chegou ao apartamento e encontrou a mesma vizinha lá. Ao ser questionada do que estava fazendo no local, ela teria dito que procurava pela funcionária do homem. No entanto, ele não acreditou e acionou a polícia.


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Em conversa com os militares, a suspeita disse que “entrou no apartamento por curiosidade, mas que não pretendia furtar nada”. Foi registrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e os dois se comprometeram a comparecer ao Juizado Especial Criminal de Nova Lima neste mês.

Participação da filha e uso de aplicativo

Apesar da filha, que não teve a idade divulgada, não ser citada em alguns dos boletins de ocorrência, a Polícia Civil informou que ela também é alvo da investigação. Informações extraoficiais de moradores do prédio apontam que ela avisava a mãe quando os vizinhos saíam dos apartamentos.

Ainda segundo os moradores, mãe e filha aproveitavam-se de um aplicativo usado no prédio para saber quando os condôminos estavam  na academia e na piscina e, consequentemente, deixavam os apartamentos. Conforme relatos de vizinhos, elas costumavam bater interfone para saber em qual dos imóveis seriam atendidas.

Investigação 

A Polícia Civil não deu detalhes da investigação. Segundo a instituição, as partes envolvidas já foram ouvidas e, quando concluídos os trabalhos necessários, “será elaborado um relatório final que será remetido à Justiça”.

Mãe e filha não são localizadas

Após os registros dos boletins, mãe e filha saíram do condomínio no Vila da Serra. A reportagem de O TEMPO foi até o prédio em que as duas estariam morando atualmente no bairro Sion, na região Centro-Sul da capital, mas foi informada por uma funcionária que elas não estavam no apartamento. Foi deixado um número de contato caso as investigadas queiram comentar o caso.

Procurada, a administração do prédio em Nova Lima informou que “o condomínio foi orientado a não prestar declarações sobre o referido fato, a fim de preservar o sigilo das investigações.

Condomínio estilo resort

O condomínio é composto por três torres e com a disponibilidade de 2,3 e 4 quartos. O aluguel de um apartamento de dois quartos, com 77 m², pode chegar a R$ 2.800, segundo imobiliárias consultadas pela reportagem.

A área externa é parecida com a de um resort com: quadra de squash, atelier, piscina indoor e descoberta, lan house, praças, uma “prainha”, entre outros.

Minientrevista:

No ano passado, o personal trainer Matheus Otávio Barbosa, de 26 anos, também registrou um boletim de ocorrência após fechar um pacote de aulas com mãe e filha e não receber.

Qual foi o primeiro contato com as duas?

A filha treinava na academia em que eu dava aula. Em abril, por causa da pandemia, as academias fecharam e ela entrou em contato perguntando se eu poderia atender ela e a mãe na praça do condomínio. Expliquei como funcionava o serviço e fechamos o valor de R$ 2 mil. Ia ao prédio três vezes por semana com uma hora de aula.

Quando você percebeu que tinha algum problema?

Dois dias após fechar o trabalho, a mãe me mandou um comprovante de transferência, mas fui conferir meu saldo e vi que não tinha depositado. Perguntei o que estava acontecendo, ela disse que estava com problemas no banco e pediu um prazo de uma semana. Eu aceitei, mas depois disso ela sempre enviava comprovantes de transferências, depósitos e não entrava nenhum valor na conta. Após quase dois meses de aula, resolvi parar.

Quando eram procuradas, o que elas falavam?

A filha dizia que essa questão (financeira) era com a mãe. A mãe seguia me mandando comprovantes, fotos de dinheiro, do saldo bancário dela que estaria bloqueado e, em agosto, ela me bloqueou do Whatsapp.

Você chegou a receber algum valor?

 Recebi o valor de R$ 400 e não tive mais nenhum pagamento.



Dayelle Ribeirohttps://www.cenariomt.com.br
Redatora do portal CenárioMT
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