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quarta-feira, 02 dezembro, 2020
Início MUNDO Julgamento de suspeitos pela queda do voo MH17 começa em Amsterdã

Julgamento de suspeitos pela queda do voo MH17 começa em Amsterdã

Por RTP (emissora pública de televisão de Portugal)

O julgamento dos quatro suspeitos de causar a explosão do voo MH17 e posterior queda sobre a Ucrânia em 2014, matando as 298 pessoas a bordo, começou hoje (9) nos Países Baixos, com a ausência dos acusados.

O juiz Hendrik Steenhuis declarou aberta a audiência no tribunal de Schiphol, nos subúrbios de Amsterdã, perto do aeroporto de onde descolou o Boeing 777 da Malaysia Airlines, que tinha como destino Kuala Lumpur, na Malásia, antes de ser atingido por um míssil Buk.

Os suspeitos – três russos e um ucraniano – não compareceram a esta primeira audiência no tribunal holandês. Cinco juízes – três que seguirão o caso e dois suplentes – entraram silenciosamente num tribunal lotado.

Um pequeno número de familiares das vítimas esteve no tribunal e outros assistiram a audiência por meio de videoconferência.

O juiz Hendrik Steenhuis disse que o arquivo criminal do caso contém 36 mil páginas e “uma enorme quantidade de arquivos multimédia”.

Para o magistrado, examinar as evidências “será um período muito doloroso e emocional”, pois “há muitas vítimas” e “muitos familiares” que sofrem pelo ocorrido.

Depois de uma investigação minuciosa ao longo dos anos, uma equipa internacional de investigadores e procuradores indicou no ano passado quatro suspeitos: os russos Igor Girkin, Sergey Dubinskiy e Oleg Pulatov e o ucraniano Leonid Kharchenko.

Mais suspeitos podem ser acusados à medida que as investigações progridam.

Histórico da tragédia

O voo MH17 da Malaysia Airlines, partiu de Amsterdã em 17 de julho de 2014 com destino a Kuala Lampur e 298 pessoas a bordo. O avião explodiu depois de ser atingido por um míssil Buk no leste da Ucrânia, que enfrenta conflitos com os rebeldes pró-Rússia.

A Rússia negou consistentemente o envolvimento na queda do avião, mesmo depois de os procuradores alegarem que o sistema de mísseis Buk – que destruiu o avião de passageiros – foi transportado para a Ucrânia a partir da base da 53ª Brigada de Mísseis Antiaéreos da Rússia em Kursk e o sistema de lançamento foi posteriormente devolvido à Rússia.

Em Moscovo, na semana passada, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Maria Zakharova, acusou os investigadores de presumirem a culpa da Rússia.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, congratulou-se com o início do julgamento e pediu que a Rússia “cesse as suas atividades agressivas e desestabilizadoras na Ucrânia”.



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