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segunda-feira, 26 outubro, 2020
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Jovem tem 50% do corpo queimado após forno explodir em casa

Por MARIE CLAIRE

Com quase 9 mil seguidores nas redes sociais, Júlia Schneider compartilhou com eles sua história: há cinco anos, ela queimou 50% do corpo quando o forno de sua casa explodiu devido ao vazamento de gás.

Tudo começou quando a advogada, que tinha 19 anos na ocasião, resolveu mudar a alimentação e decidiu congelar frangos em saquinhos para ir comendo ao longo da semana.

A postagem já conta com mais de 60 mil curtidas e quase 15 mil compartilhamentos.

Acidente

“Era quinta-feira (04) de dezembro de 2014. Últimas provas da faculdade, verão chegando e eu resolvi que precisava me alimentar melhor, só que tinha muita preguiça de cozinhar toda hora. Resolvi fazer um monte de frango e deixar em saquinhos no congelador para facilitar a vida. Fiz a primeira fornada, no fogão a gás lá de casa. Tirei do forno e girei o botão para desligar. Porém cometi um erro que quase me custou a vida: não girei completamente. Por 1 cm ou algo assim, o botão estava fora do lugar, portanto, com o gás aberto. Durante horas”, relatou em sua conta no Twitter.
Querendo otimizar o tempo, resolveu fazer a segunda fornada, o que quase resultou em sua morte. “Depois daquele frango esfriar, ser pesado, colocado em saquinhos, e etc, eu resolvi fazer mais uma fornada para fechar duas semanas. No momento em que apertei o botão para ligar o forno, por um milésimo de segundo, senti que tinha alguma coisa errada. Só que já era tarde demais”.

Segundo o relato, o mês estava calorento e o ar condicionado de sua casa ligado e, com isso, as janelas fechadas. “Duas coisas podiam ter acontecido aquele dia: poderia ter morrido por inalação de gás. Esteticamente “linda”. A outra opção era aquele forno explodir – foi o que aconteceu”.

“Tive 50% do corpo queimado, queimadura segundo grau. A vizinha do apartamento da frente me ajudou, eu estava sozinha em casa. Me colocou embaixo do chuveiro da casa dela e chamou o SAMU. A água batia em mim e a pele ia descamando com ela. Doía. O calor fora do chuveiro era insuportável. Decidi dar uma espiada na minha aparência no espelho do banheiro.Tinha 19 anos. Meu rosto irreconhecível, cabelo queimado. Não tinha sobrancelhas ou cílios. Parece idiota agora, mas pensava “o que vai acontecer comigo agora? Como eu vou ficar?”.

Internação

A ambulância chegou levando Júlia para um hospital, em Pelotas, interior do Rio Grande do Sul. “Cortaram minhas roupas, passaram uma pasta branca no meu corpo inteiro e me enfaixaram como uma múmia. Minha mãe chegou. Ela chorava muito e dizia ‘meu bebê’ e eu, dopada de remédios e muito assustada comecei a falar um monte de bobagens pra fazer ela rir. Meu pai chegou no outro dia de manhã – moramos um pouco longe. Ele é médico, então, estava calmo, sereno. Pelo menos na minha presença. Mais algumas horas e eu fui transferida pra Capita  para ser tratada por um especialista em queimaduras”.

E continuou. “Passei um dia em observação e o tratamento começou. Fiz uma cirurgia para remoção das bolhas e pele morta. A gente chama de “raspagem”, não sei o nome correto ou termos médicos. Depois dessa cirurgia fui induzida ao coma por três dias, para o meu corpo se recuperar e eu não sentir. Três dias viraram 11. Quando desligaram a ventilação, não consegui respirar sozinha, tive pneumonia, etc. Acordei um dia sem conseguir me mexer ou dobrar os dedos – e minha mãe dizendo que eu tinha ficado 11 dias ‘dormindo’. Segui na UTI, foram incontáveis limpezas dos ferimentos no bloco cirúrgico. Troca de curativos a cada três dias. Fisioterapia três ao dia para re-aprender a caminhar, levantar o braço, dobrar o joelho. Alguns dias de muita angustia”.

“Teve muita dor. Em mim, a física. Na minha família, principalmente meus pais, a emocional. O desespero de querer trocar de lugar comigo e não poder. Nao sou mãe ainda, mas aprendi muito sobre vendo a minha, incansável, de colocar o medo dela no bolso e me dizer que ia ficar tudo bem. Porém nem tudo foi dor. Teve muito amor também. Tive enfermeiras e técnicas tão especiais, que são minhas amigas até hoje. Lembro com carinho do período que estive internada, os dias ruins são só um borrão. Depois de 31 dias na UTI e dois no quarto, saí do hospital no dia 7 de janeiro de 2015”.

“Passar o Natal e Ano-Novo no hospital foi triste, deprimente. Até hoje choro com a música de fim de ano da Globo. Mas nos fortaleceu imensamente como família. Sei que saí do hospital uma pessoa completamente diferente da que entrou. Mais resiliente, paciente, grata”.



Dayelle Ribeirohttps://www.cenariomt.com.br
Redatora do portal CenárioMT
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