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quarta-feira, 14 abril, 2021
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Homem morre após receber nebulização com hidroxicloroquina

Família do paciente de 62 anos, afirmou não ter dado aval para o médico que fez o tratamento, em cidade do Rio Grande do Sul
Por METRÓPOLES

Um homem de 69 anos, morreu no Hospital Caridade de Alecrim, no Rio Grande do Sul, dois dias após ter feito quatro sessões de nebulização de hidroxicloroquina diluída. Segundo o portal Gaúcha ZH, o tratamento, sem eficácia comprovada e considerado experimental por não constar nos protocolos do Ministério da Saúde contra a Covid-19, foi prescrito pelo médico.

“O que pretendemos é buscar justiça para tudo o que ocorreu com o meu pai no período da internação, para que outras pessoas não passem por tratamentos experimentais. Não teríamos autorizado, sobretudo por sabermos que essa conduta médica não tem base legal”, diz a filha Eliziane Pereira, de 32 anos.

O homem costumava ir de sua residência, na divisa da cidade de Alecrim, de bicicleta até a área central da cidade. No último dia 19, ele não conseguiu terminar o trajeto por sentir falta de ar.

O idoso comunicou a situação à filha Eliziane, que mora em Porto Alegre. Ela chamou uma ambulância, que levou o homem ao hospital.

Hidroxicloroquina diluída

A hidroxicloroquina, remédio também sem uso comprovado para tratamento da Covid-19, deve ser ingerida pela via oral, mas alguns médicos passaram a aplicar a técnica experimental em pacientes de Covid-19. Profissionais críticos da prescrição alertam para os riscos de a inalação do fármaco causar efeitos adversos, como taquicardia.

A família do paciente diz não ter sido consultada sobre as nebulizações e afirma que não emitiu nenhuma autorização.

Eles fizeram uma denúncia ao Ministério Público requerendo a investigação do caso alegando que a medicação contribuiu para a piora do quadro de saúde da vítima.

Outras mortes

Não é a primeira vez que pacientes com Covid-19 morrem após terem recebido a hidroxicloroquina diluída em soro. No último dia 24, três pessoas faleceram no Hospital Nossa Senhora Aparecida, em Camaquã, também no Rio Grande do Sul.

Nesses casos, o quadro clínico das vítimas variava entre estável e grave, e evoluíram para óbito rapidamente após o início dos tratamentos experimentais ministrados pela médica.

A médica foi demitida após as mortes, pois adotou uma técnica não prevista em protocolos de saúde e, além disso, teria colocado em risco a vida de outros pacientes por ter feito a nebulização em ambiente aberto.

 

Retratação

Na tarde de ontem (05) o portal erroneamente publicou o nome de uma das vítimas da Covid-19. Na manhã de hoje (06), o vereador e ex-prefeito de Dom Feliciano (RS) Dalvi Soares de Freitas entrou em contato com a redação do CenárioMT para relatar que havia um erro, onde o mesmo disse:” estou vivo, fazendo fisioterapia e me recuperando. Inclusive, já voltei ao trabalho”.

Reiteramos que sempre prezamos pela verdade, sem olharmos credo, cor ou classe social. Desta forma pedimos desculpas aos familiares e amigos.


Dayelle Ribeirohttps://www.cenariomt.com.br
Redatora do portal CenárioMT
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