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quarta-feira, 28 julho, 2021
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Estudante de veterinária tem perna amputada após ser esmagada por boi

Por G1/SP

Uma estudante de medicina veterinária, de 27 anos, precisou amputar uma das pernas após ser prensada contra uma cerca por um boi de mais de 600 quilos no sítio em que mora, em Sorocaba (SP).

O acidente com Rafaela Nardi sensibilizou amigos e parentes, que conseguiram arrecadar R$ 12 mil em uma campanha para comprar uma prótese para a universitária.


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“Nunca imaginei que isso iria acontecer comigo, mas estou me recuperando bem, graças a Deus. Agradeço por estar viva. Não sabia da vaquinha, só me contaram quando saí do hospital. No início, não queria muito porque acho que outras pessoas precisam mais do que eu. Mas, mesmo assim, fiquei muito feliz”, afirma.

A jovem contou que o acidente foi no dia 21 de maio. Ela relata que estava colocando o boi em uma carreta de transporte para levar ao comprador, quando o boi se virou e tentou sair do corredor usado para o animal entrar na cabine. Rafaela não conseguiu liberar o caminho a tempo e acabou sendo atingida.

 “Ele bateu o chifre na minha coxa direita e eu fiquei em cima dele. Daí, ele andou mais um pedaço e eu caí. Fiquei presa com ele no corredor, empurrei a porta e ele saiu me arrastando”, conta.

Rafaela relembra que o boi se aproximou dela várias vezes após o acidente, mas não com a intenção de atacá-la.

“É um boi muito manso, e nós o chamamos de Nego. Fiquei sentada no chão, porque não conseguia levantar. Meu joelho estava totalmente fora do lugar. Ele vinha para perto de mim, eu chamava o nome dele e ele parava encostado na minha mão. Foi assim até minha irmã e meu namorado chegarem”, diz.

Internação

A estudante foi levada até o Pronto Atendimento pela família e, depois, transferida para o setor de ortopedia da Santa Casa de Sorocaba. “Os médicos colocaram meu joelho no lugar, mas falaram que havia afetado a parte vascular da minha perna”, conta.

No período em que esteve internada, a jovem passou por vários procedimentos, inclusive cirurgias. No entanto, a equipe médica não conseguiu salvar a perna, que teve que ser amputada acima do joelho.


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“A única opção era amputar e eu não questionei. Só perguntei ao médico se acabaria a dor que eu estava sentindo. Sei como a medicina é mais avançada hoje e, por isso, fiquei mais calma”, conta.

Rafaela teve alta no dia 31 de maio. Agora, vai retirar os pontos e iniciar sessões de fisioterapia e de adaptação para colocar a nova prótese, conseguida graças à ajuda de familiares e amigos em uma campanha de duas semanas. “O sentimento é de gratidão por cada um que fez uma doação”, ressalta.

Rebeca Moraeshttps://www.cenariomt.com.br
Redatora do portal CenárioMT, escreve diariamente as principais notícias que movimentam o cotidiano das cidades de Mato Grosso.
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