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sábado, 05 dezembro, 2020
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Bebê de 3 meses luta pela vida após ficar 20 minutos sem respirar em São Paulo

Por G1 Santos

Com apenas três meses de idade, a pequena Helena Vitória Celestino da Silva trava uma batalha pela vida. A menina tem mielomeningocele, uma malformação congênita na coluna vertebral, e também desenvolveu hidrocefalia. Há pouco mais de uma semana, ela sofreu uma parada cardiorrespiratória de 20 minutos, durante uma cirurgia para troca da válvula que drena o excesso de líquido do ventrículo do cérebro para outra parte do corpo.

Os pais da menina são moradores de Praia Grande, no litoral paulista, mas resolveram por realizar o parto em São Paulo, devido à pandemia do novo coronavírus. Conforme relata a família, o bebê nasceu com 37 semanas de gestação, no dia de 15 maio, por meio de cesariana, em um hospital no bairro Itaim Paulista. Logo nas primeiras horas, Helena foi diagnosticada com mielomeningocele e hidrocefalia, que causa um aumento anormal do fluido do cérebro espinhal dentro da cavidade craniana.

Após dois dias, ela foi transferida para o Hospital Municipal Prof. Dr. Alípio Corrêa Netto – Ermelino Matarazzo, onde foi realizada a primeira cirurgia, para correção da malformação da coluna, segundo a avó paterna Vanessa Rodrigues. Depois disso, a menina passou por outros dois procedimentos, sendo um no dia 24 de julho, para a colocação da válvula de drenagem. Durante o período de internação, ela acabou contraindo meningite.

No dia 29 de julho, ela sofreu uma crise de apneia, que ocorre quando o paciente dorme e para de respirar. Helena foi entubada e os médicos realizaram uma tomografia, na qual constataram que a válvula não estava no lugar correto, e foi feita a retirada. A menina foi removida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e ficou até 2 de agosto, quando foi liberada para a enfermaria.

“Ela foi para a enfermaria para ver como reagia e para a recolocação da válvula da cabeça. Na quinta-feira [13], ela foi fazer essa cirurgia. Antes, ela estava bem, mamando na mamadeira, não estava usando nenhum equipamento, não estava no oxigênio, não estava com sonda. A menina estava perfeita, bem. Foi fazer a recolocação da válvula e, durante a sedação, teve uma parada cardíaca que durou 20 minutos”, afirma a avó.

A informação da parada cardiorrespiratória chegou ao conhecimento da família depois de três horas, mas sem uma explicação do que pode ter acarretado a situação, de acordo com Vanessa. “A anestesista que conversou com a minha nora deu explicações muito vagas. Alguma coisa saiu errada na hora da cirurgia, da sedação. Na verdade, eles não explicam direito o que ocorreu, não tem explicação, só sabem dizer que não sabem o que aconteceu”, conta.

Os familiares buscaram por um assistente social, dentro da unidade, que conseguiu acesso ao prontuário da criança, no qual, segundo a avó, havia a informação de que foram usadas ampolas de adrenalina para reanimar Helena. No entanto, não havia informações sobre o sedativo e dosagem administrada.

“Depois dessa cirurgia, a Helena está completamente diferente de como entrou. Ela não chora mais, o olhinho sai lágrima, mas ela não apresenta nenhuma reação. Está com as mãozinhas sempre fechadas, não está mais igual a antes. Eles só falam que isso tudo ocorreu por conta da hidrocefalia”, lamenta Vanessa.

Helena ficou seis dias entubada e agora se alimenta por sonda. Na próxima semana, a menina deverá passar por uma nova cirurgia para a recolocação da válvula de drenagem, no entanto, a família não se sente segura com o novo procedimento, já que não obteve informações do quadro clínico da recém-nascida.

“O neurologista não aparece para dar informações. Sabemos que esses danos podem ser causados pela hidrocefalia e que ela corre risco, só que, por outro lado, temos medo de entregá-la para uma cirurgia novamente e acontecer coisa pior”, desabafa a avó.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, informa que Helena teve uma parada cardiorrespiratória no momento em que estava sendo preparada, e a cirurgia foi suspensa. Ela foi prontamente atendida pela equipe e levada para a UTI pediátrica. Seu quadro é estável.

A administração aponta que será realizada uma ressonância de crânio, para avaliação da neurocirurgia, para verificação da possibilidade de reprogramação da cirurgia para a colocação da nova válvula. A família foi orientada e está ciente de todos os procedimentos. O caso da paciente exige toda a atenção e cuidado e está sendo acompanhado por uma equipe multiprofissional da unidade, completa a prefeitura.



Dayelle Ribeirohttps://www.cenariomt.com.br
Redatora do portal CenárioMT
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