Mato Grosso inicia ano com alto risco de transmissão de dengue

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No Estado, Cuiabá e Várzea Grande apresentaram redução dos casos de dengue enquanto Rondonópolis e Sinop registraram aumento da doença


 


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Mato Grosso está em alerta para a dengue, doença que assim como a zika e a chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Dados epidemiológicos da Vigilância Sanitária (Visa), ligada à Secretaria de Estado de Saúde (Ses-MT), mostram que, de janeiro até a primeira semana de dezembro de 2019, ocorreram 16.345 registros de dengue no Estado, o que corresponde a incidência de 488,7 casos por 100 mil pessoas e a um aumento de 70,5% em relação a 2018, quando foram contabilizadas 9.585 notificações.

Sete pessoas morreram com suspeita de dengue. Destes, três óbitos pela doença foram confirmados e quatro estão em investigação. Quanto a zika e a chikungunya o risco de contaminação em nível estadual é considerado baixo. Com mais de 100 mil habitantes, os munícipios de Rondonópolis e Sinop (a 210 e 503 quilômetros ao sul e norte, respectivamente de Cuiabá), apresentam alto risco de transmissão para a doença.

Em Rondonópolis, no mesmo período do ano passado, foram detectados 786 casos da dengue, uma taxa de 353,6/100 mil indivíduos. Em 2018, essa incidência foi de 70,2/100 mil. Já em Sinop, a taxa registrada no ano passado é ainda mais preocupante: 1670,7/100 mil. Em relação ano retrasado, o aumento foi de 224,7%.

Com aproximadamente 700 mil habitantes, Cuiabá apresentou uma redução de 68,2% na ocorrência de dengue. No mesmo espaço de tempo de 2019, a capital do Estado contabilizou 481 casos do agravo contra 1.514, no mesmo período de 2018. Em Várzea Grande, a queda foi de 89,7%. Em 2018, a cidade teve 1.609 registros da doença e, em 2019, esse número caiu para 165.

Em relação a zika houve uma queda de 1.085 casos, em 2018, para 373, no ano passado, no Estado, o que representa uma variação de -65,6%. Em Cuiabá, também houve uma redução de 239 notificações para 36 casos (-84,9%), no mesmo período. Já quanto a chikungunya, os números caíram de 14.183, no ano retrasado, para 877 (-93,8%), em 2019, em todo o território mato-grossense. Na capital, os registros da doença reduziram de 2.132 para 173 (-91,9%).

MOBILIZAÇÃO SOCIAL – Em informe epidemiológico, a Visa lembra às administrações municipais que, no período chuvoso, a falta de saneamento básico e dos cuidados domiciliares provocam o aumento dos números de criadouros do Aedes aegypti. “Com isso, ocorre a necessidade do alerta para aumentar a atenção e os cuidados com essas doenças transmitidas por este vetor”, alerta.

Por isso, as ações de mobilização e educação em saúde são fundamentais para a mudança de comportamento e adoção de práticas para a manutenção do ambiente domiciliar com a eliminação dos criadouros preservando a infestação pelo mosquito. Neste período recomenda-se que as mensagens tenham conteúdos educacionais e informativos sobre a eliminação de criadouros, a biologia e os hábitos do Aedes e os locais de concentração do agente transmissor.

Também devem ser reforçadas as informações sobre os principais sintomas da doença e sinais de gravidade bem como recomendações para que a população, em caso da doença, recorra aos serviços de atenção primária à saúde. A Vigilância lembra que essas doenças são de notificação compulsória, portando, todos os casos suspeitos.

A população pode realizar ações de prevenção. Para isso, basta tirar 10 minutos do dia para verificar se existe algum tipo de depósito de água no quintal ou dentro de casa, por exemplo. Uma vez por semana, lavar com água, sabão e esfregar com escova os pequenos depósitos móveis, como vasilha de água do animal de estimação e vasos de plantas. Além disso, é preciso descartar o lixo em local adequado, não acumular no quintal ou jogar em praças e terrenos baldios. Também deve-se limpar as calhas, retirando as folhas que se acumularam no inverno também é importante para evitar pequenas poças de água.

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Amazonia 03 de Junho