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Mãe passa por parto de emergência, é intubada devido à Covid-19 e conhece a filha após 10 dias em Cuiabá

Por CENÁRIOMT COM INF. TV Centro América

Para mulheres grávidas contaminadas pela Covid-19 o medo é muito grande. Em alguns casos é necessária cirurgia de emergência, uma luta para salvar a vida da mãe e do bebê.

Depois disso algumas ficam dias sem poder ver a criança.

Entre tantos significados que o nome Cora pode ter, o que a mãe escolheu é “o meu pequeno milagre”. A bebê nasceu quando a servidora pública Clarissa de Oliveira Barros estava internada com Covid-19.

“Eu não a conheci, não vi nada do meu parto, e já fui intubada. Eu fiquei 8 dias internada”.

Ser mãe sempre foi o sonho da Clarissa e quando descobriu a gravidez, em meio à pandemia, tomou todos os cuidados, mas mesmo assim, pegou Covid-19 pela segunda vez.

“Clarissa deu entrada no hospital com diagnóstico de pneumonia por Covid, com 30 semanas de gestação, e com uma tomografia de tórax acima de 50% de acometimento pulmonar. O bebê começou a ter sofrimento fetal e precisou ser levada às pressas para o centro cirúrgico para uma cesárea de urgência”, disse o médico Edson Mantovani.

“A paciente gestante, a gente tem que ter um cuidado maior com a oxigenação do pulmão, diferente de outros pacientes, porque a gente precisa do oxigênio para o bebê, então é oxigênio para dois. Ela foi intubada durante a cesárea, por causa do risco de coagulação e pelo padrão respiratório dela. Clarissa pedia o tempo todo para salvar a vida da filha dela e a sua própria vida”, conta Michelle Rocha, coordenadora do serviço de obstetrícia de um hospital de Cuiabá.

A Cora nasceu dia 12 de março com 1,7 kg e foi imediatamente encaminhada para a UTI neoatal, enquanto a Clarissa também era levada para uma UTI, onde começou a luta pela vida no combate à Covid-19.

Para Clarissa, quando nasce um filho, nasce também uma mãe. E ela renasceu quando saiu da UTI e venceu a Covid.

“Eu falo para meu marido que parece que meu parto foi no dia 23 de março e não no dia 12, quando eu pude conhecê-la”, disse a mãe.

Assim como Clarissa, muitas outras mães passaram por esse momento. Em Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá, Bruna, de 24 anos, teve um parto de emergência após ser diagnosticada com Covid-19. Ela não chegou a ver o pequeno Heitor assim que ele nasceu. Os dois foram levados para leitos de UTI e só 46 dias depois ela segurou o filho pela primeira vez.


Rebeca Moraeshttps://www.cenariomt.com.br
Redatora do portal CenárioMT, escreve diariamente as principais notícias que movimentam o cotidiano das cidades de Mato Grosso.
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