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quarta-feira, 23 junho, 2021
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Nova etapa de vacinação contra covid-19 atenderá pessoas com comorbidade mediante cadastro

Prazo para pré-cadastramento começou nesta quarta-feira e será feito segundo critérios do Ministério da Saúde por meio do site da Prefeitura de Lucas do Rio Verde
Por Da Redação

A Prefeitura de Lucas do Rio Verde começou nesta quarta-feira (12) o pré-cadastro para pessoas com comorbidades para vacinação contra a covid-19. O grupo foi incluído pelo Ministério da Saúde como prioritário na campanha de imunização contra o novo coronavírus. O pré-cadastramento será feito por meio de formulário que pode ser acessado no site da Prefeitura Municipal.

Em entrevista coletiva, a secretária de Saúde, médica Fernanda Heldt Ventura, e a coordenadora da Vigilância em Saúde, Cláudia Engelmann, falaram à imprensa sobre o processo de cadastramento e a vacinação propriamente dita, que será feita nos PSF’s. A imunização será feita conforme a disponibilização de doses das vacinas encaminhadas pelo Ministério da Saúde.

Ventura explicou que o município vem desenvolvendo a vacinação conforme as diretrizes do MS, tendo iniciado com idosos e profissionais de saúde. Os idosos, conforme a faixa etária, até chegar aos 60 anos. Os lotes de vacinas vão atender as pessoas com menos de 60 anos com comorbidades e se encaixam nos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. “Lançamos esse pré-cadastro, vai ser tudo online. Nós temos um modelo de laudo. Vai ser necessário que o paciente pegue com seu médico o laudo atestando a comorbidade que ele tem. Esse laudo será assinado pelo médico e pelo paciente. Também será necessário anexar uma comprovação da doença, seja uma receita ou um exame, e também um comprovante de endereço”, detalha a secretária.

O comprovante de endereço, que não precisa estar no nome do paciente, será importante para definir o envio da dose para o PSF mais próximo de sua residência. Além disso, no pré-cadastro, o paciente deverá informar o PSF do seu bairro. “As doses não serão mais feitas no sistema drive thru. Como é mais específico, vamos vacinar as pessoas no PSF mais próximo de sua casa. É importante fazer esse pré-cadastro de forma bem detalhada, anexar os documentos pra que a gente fazer essa análise e então destinar essa dose, pra esse cidadão, na unidade de saúde”, ressaltou Fernanda Ventura, acrescentando que as equipes de saúde estão capacitadas para orientar as pessoas que encontrem dificuldade para preencher o pré-cadastro.

A coordenadora de Vigilância em Saúde observou que os pré-cadastrados serão avaliados e uma equipe técnica fará o agendamento, entrando em contato com o paciente. O agendamento não será feito pelos PSFs, mas pela equipe de saúde responsável pelos agendamentos. Cláudia Engelmann citou que o contato será feito por telefone ou WhatsApp, confirmando o agendamento. “É importante a população entender que todas as comorbidades serão contempladas, conforme as fases previstas. Mas as doses, elas vêm aos poucos. Então, as pessoas podem fazer seu pré-cadastro, consultar se está ‘ok’, e aguardar o agendamento. Vamos começar, inicialmente, com 55 a 59 anos, e assim baixando as faixas etárias das comorbidades”, informou.

O objetivo do pré-cadastro é organizar as filas e prioridades na distribuição das vacinas e realizar a conferência de documentos fornecidos. O pré-cadastro não é garantia de agendamento ou recebimento da vacina.

Envio de doses

A secretária de Saúde destacou que o município recebe quantidades de doses semanais, conforme a disponibilidade. Fernanda lembra que Lucas do Rio Verde ainda está concluindo a vacinação de idosos, que não receberam a primeira dose em outro momento, e de profissionais de saúde e idosos que receberam a primeira dose da Coronavac. A aplicação dessas doses ocorre hoje e sexta-feira. “A partir da semana que vem inicia esse agendamento dessas doses destinadas a pacientes com comorbidades. A gente não tem um quantitativo específico de doses destinadas, é conforme a gente vai recebendo. Ontem nós recebemos 120 doses, que chegaram pra esse público, e acredito que até semana que vem a gente receba mais. E assim vamos evoluindo nessa vacinação”, pontua.

Comorbidades

De acordo com o Plano Nacional de Operacionalização (PNO), na fase I são contempladas pessoas com Síndrome de Down acima de 18 anos, pessoas com doença renal crônica em terapia de substituição renal – hemodiálise (acima de 18 anos), gestantes e puérperas com comorbidades acima de 18 anos, pessoas com comorbidades de 55 a 59 anos e pessoas com Deficiência Permanente cadastradas no Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC), de 55 a 59 anos.

Diretrizes

O município continuará seguindo a ordem de prioridade do Ministério da Saúde no agendamento da vacinação e dará sequência na convocação do próximo público-alvo a medida que houver recebimento de doses destinadas a isso. Simultaneamente, a Secretaria de Saúde continuará realizando a imunização de idosos faltantes, profissionais da saúde e agentes das Forças de Segurança.

Os critérios de priorização da vacinação são definidos no Plano Nacional de Operacionalização e Imunização, e o avanço dos grupos prioritários só acontece de acordo com a demanda de doses recebidas pelo Governo de Mato Grosso. Ao Município cabe receber, gerir e aplicar as vacinas, garantindo que todos dos grupos prioritários sejam imunizados em primeira e segunda dose.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, após a conclusão do grupo prioritário da fase I, futuramente, na fase II, a previsão é vacinar segundo as faixas de idade de 50 a 54 anos, 45 a 49 anos, 40 a 44 anos, 30 a 39 anos e 18 a 29 anos: pessoas com comorbidades, pessoas com Deficiência Permanente cadastradas no BPC e gestantes/puérperas independentemente de condições preexistentes.

Fase 1 da Vacinação

De acordo com o Ministério da Saúde, são consideradas comorbidades aptas para receber a vacina nesta fase:

  • 1) Diabetes mellitus
  • 2) Indivíduos com pneumopatias graves incluindo doença pulmonar obstrutiva crônica, fibrose cística, fibroses pulmonares, pneumoconioses, displasia broncopulmonar e asma grave (uso recorrente de corticoides sistêmicos, internação prévia por crise asmática)
  • 3) Hipertensão Arterial Resistente (HAR) – quando a pressão arterial (PA) permanece acima das metas recomendadas com o uso de três ou mais anti-hipertensivos de diferentes classes, em doses máximas preconizadas e toleradas, administradas com frequência, dosagem apropriada e comprovada adesão ou PA controlada em uso de quatro ou mais fármacos antihipertensivos;
  • 4) Hipertensão arterial estágio 3 (PA sistólica ≥180mmHg e/ou diastólica ≥110mmHg independente da presença de lesão em órgão-alvo (LOA) ou comorbidade
  • 5) Hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade (PA sistólica entre 140 e 179mmHg e/ou diastólica entre 90 e 109mmHg na presença de lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade)
  • 6) Insuficiência cardíaca (IC) com fração de ejeção reduzida, intermediária ou preservada; em estágios B, C ou D, independente de classe funcional da New York Heart Association Cor-pulmonale
  • 7) Hipertensão pulmonar
  • 8) Cor-pulmonale crônico, hipertensão pulmonar primária ou secundária
  • 9) Cardiopatia hipertensiva Cardiopatia hipertensiva (hipertrofia ventricular esquerda ou dilatação, sobrecarga atrial e ventricular, disfunção diastólica e/ou sistólica, lesões em outros órgãos-alvo)
  • 10) Síndromes coronarianas crônicas (Angina Pectoris estável, cardiopatia isquêmica, pós Infarto Agudo do Miocárdio, outras)
  • 11) Valvopatias Lesões valvares com repercussão hemodinâmica ou sintomática ou
  • com comprometimento miocárdico (estenose ou insuficiência aórtica; estenose ou insuficiência mitral; estenose ou insuficiência pulmonar; estenose ou insuficiência tricúspide, e outras)
  • 12) Miocardiopatias e Pericardiopatias – Miocardiopatias de quaisquer etiologias ou fenótipos; pericardite crônica; cardiopatia reumática
  • 13) Doenças da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas – Aneurismas, dissecções, hematomas da aorta e demais grandes vasos
  • 14) Arritmias cardíacas com importância clínica e/ou cardiopatia associada (fibrilação e flutter atriais; e outras)
  • 15) Cardiopatias congênita no adulto – Cardiopatias congênitas com repercussão hemodinâmica, crises hipoxêmicas; insuficiência cardíaca; arritmias; comprometimento miocárdico.
  • 16) Portadores de próteses valvares biológicas ou mecânicas; e dispositivos cardíacos implantados (marca-passos, cardio desfibriladores, ressincronizadores, assistência circulatória de média e longa permanência)
  • 17) Doença cerebrovascular – Acidente vascular cerebral isquêmico ou hemorrágico; ataque isquêmico transitório; demência vascular
  • 18) Doença renal crônica estágio 3 ou mais (taxa de filtração glomerular <60 ml/min/1,73m2) e/ou síndrome nefrótica
  • 19) Imunossuprimidos – Indivíduos transplantados de órgão sólido ou de medula óssea; pessoas com HIV positivo; doenças reumáticas imunomediadas sistêmicas em atividade e em uso de dose de prednisona ou equivalente > 10 mg/dia ou recebendo pulsoterapia com corticoide e/ou ciclofosfamida; demais indivíduos em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias; pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos 6 meses; neoplasias hematológicas
  • 20) Hemoglobinopatias graves – doença falciforme e talassemia maior
  • 21) Obesidade mórbida – Índice de massa corpórea (IMC) ≥ 40
  • 22) Síndrome de down Trissomia do cromossomo 21
  • 23) Cirrose hepática Child-Pugh A, B ou C

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