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sexta-feira, 16 abril, 2021
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Município reativa comitê de enfrentamento a covid-19 e vê desafios pela frente

Primeira reunião contou com presença de membros do comitê e participação remota do promotor de Justiça, Daniel Mariano
Por Celso Nery/CenárioMT

O Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus em Lucas do Rio Verde voltou a se reunir no município. Agora, diariamente, os membros vão avaliar o cenário de covid-19 no município, com a possibilidade de tomada de decisão rápida para conter o avanço da pandemia. O comitê é formado por representantes do poder público municipal, instituições, entidades e do Ministério Público, cujo representante, promotor Daniel Mariano, participou de forma remota.

No primeiro encontro os membros começaram a traçar um quadro da situação relacionado aos índices de contaminação, taxa de ocupação de leitos covid-19 e os desafios que têm pela frente. O maior deles é conscientizar a população sobre os riscos de exposição e a necessidade de adotar as medidas sanitárias já adotadas desde o inicio da pandemia, no segundo trimestre de 2020.

Foto: Divulgação/Ascom

O que a gente observa que o maior problema que temos é a conscientização das pessoas da nossa sociedade. O risco é alto. A cada dia os números estão ficando mais complicados e as possibilidades de colocar estrutura necessária pra enfrentar isso, ela é menor que a evolução do quadro. É o grande problema que enfrentamos”, explicou o prefeito Miguel Vaz.

Entre as ações que serão empenhadas estão a possibilidade de abertura de novos leitos de UTI e tornar o PAM (Pronto Atendimento Municipal) funcionando 24 horas atendendo exclusivamente pacientes com covid-19. A mais importante, e que deve acontecer de imediato, será uma grande campanha de conscientização sobre os riscos do coronavírus para a saúde pública.

Leitos de UTI

O prefeito Miguel Vaz disse que a Secretaria de Saúde está analisando tecnicamente a viabilidade de abrir novos leitos. A proposta é contar com pelo menos 10 vagas, já que o custo de manutenção de profissionais para abrir 5 leitos é o mesmo para 10. Os estudos estão sendo feitos em conjunto com a direção do Hospital São Lucas.

“Quem sabe a gente consiga avançar rápido pra disponibilizar. Claro que não é só o espaço físico, mas os equipamentos e em especial os recursos humanos, que é o que mais está escasso. Estamos trabalhando pra isso”, informou.

“Queria fazer um apelo a população que nos ajudasse. Estamos chegando no limite da capacidade técnica, muito em breve não vamos conseguir atender a todos. Não adianta esperar que se crie mais leitos de UTI, porque de cada três que vão pra UTI, dois morrem. Isso não é uma estatística de Lucas, é uma estatística nacional. Quem acha que leito de UTI vai salvar, também está se enganando”, advertiu a secretária de Saúde de Lucas do Rio Verde, médica Fernanda Heldt Ventura.

Aglomerações

A ocupação de praças e espaços públicos por populares em situação de aglomeração também é uma preocupação. Em boa parte das vezes, as pessoas compartilham objetos pessoais (cuias de chimarrão ou tereré e até narguilé) e não usam máscaras.

O prefeito argumentou que é uma preocupação e que a fiscalização está atuando. Entre as medidas para evitar a aglomeração, está a restrição da prática de esportes coletivos. Por outro lado, outras ações devem ser adotadas. “Se necessário for, estamos estudando, aplicar multa nas pessoas nos espaços públicos e praças. Não está definido, mas é uma das possibilidades”, adiantou.

Porém, o prefeito reforçou a necessidade de conscientizar as pessoas, pois é comum denúncias de festas realizadas em residências, com aglomeração de pessoas. “É complicado, não se tem uma licença pra fazer uma festa na casa e colocar lá 50 pessoas, é difícil até de fiscalizar”, apontou.

De acordo com o comandante do 13º BPM, tenente coronel Paulo Secchi, no fim de semana houve várias situações atendidas pela Polícia Militar, sobre aglomeração de pessoas em espaços públicos. Os policiais estiveram na pedreira do Rio Verde e outros espaços onde havia pessoas aglomeradas. “Um grande número de pessoas juntas. A gente está ainda orientando, pra que não se repita”, explicou o oficial. “Nem deu tempo pra fazer o registro, porque o principal objetivo era a dispersão. Foram em mais de 20 locais. Num deles foram conduzidas 4 pessoas que, mesmo com a chegada da Polícia Militar, queriam continuar na aglomeração e na festa”, destacou.

A fiscalização é feita em conjunto com a Guarda Municipal, Vigilância Sanitária e Corpo de Bombeiros.

Falta de oxigênio

A secretária de Saúde informou que o serviço público vem monitorando o estoque e fornecimento de oxigênio, já que há risco de desabastecimento no país. Ela tranqüilizou a sociedade, informando que os fornecedores têm garantido a manutenção de entrega da quantidade média que é utilizada na rede pública e no Hospital São Lucas. “Nosso risco está ligado, logicamente, se houver uma demanda excessiva, porque temos um quantitativo de manutenção de uma demanda”, explicou. “A demanda que temos conseguimos garantir a oferta de oxigênio”, reforçou.

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