Lucas do Rio Verde completa 32 anos com destaque no cenário mato-grossense

“Resultado de politicas públicas bem planejadas e bem executadas”, analisa o vice-governador Otaviano Pivetta, que administrou o município por três mandatos.

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Governador Mauro Mendes, secretário Gilberto e o vice governador, Otaviano Pivetta se reúnem com prefeitos de Nova Mutum e Itanhangá - Foto por: Mayke Toscano/Secom-MT

Surgido de um assentamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) implantado às margens da BR-163, ainda em construção, Lucas do Rio Verde (336 quilômetros ao norte de Cuiabá) completa nesta quarta-feira (05.08) 32 anos de emancipação política.

Segundo o vice-governador Otaviano Pivetta, prefeito luquense por três mandatos (1997/00, 2000/04 e 2013/16), o município é uma demonstração de que as políticas públicas, quando bem aplicadas e bem planejadas, podem transformar a vida das pessoas.


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“É um trabalho antigo, cujos pilares fundamentais são serviço público de qualidade, com destaque para educação e saúde; a presença forte do poder público na construção da infraestrutura para atrair investimentos, especialmente na verticalização da produção; a iniciativa das lideranças locais em serem protagonistas do seu próprio desenvolvimento”, afirma.

Nestas pouco mais de três décadas, Lucas do Rio Verde, com 65.534 habitantes (estimativa do IBGE para 2019), se elevou à condição de detentor do 6º Produto Interno Bruto (PIB) estadual, avaliado em R$ 3,72 bilhões (IBGE 2018), quinto do ranking estadual e sétimo do nacional na produção de milho, com mais um milhão de toneladas (IBGE 2018) e detentor do terceiro rebanho galináceo mato-grossense, com 7,91 milhões de cabeças.

Vista aérea de Lucas do Rio Verde. Créidito: Prefeitura Municipal

A verticalização de boa parte desta produção está garantida. Segundo o Observatório do Desenvolvimento da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Lucas do Rio Verde conta com seis grandes empreendimentos. São duas agroindústrias (proteína animal e biocombustíveis), uma indústria de fertilizantes, uma de químicos e duas distribuidoras de insumos.

A usina de biocombustíveis de Lucas do Rio Verde, em operação desde 2017, é a primeira do país a produzir etanol 100% a partir do milho com alta tecnologia e em alta escala.

Segundo relatório sustentável da safra 2018/19 da empresa, em seu primeiro ano completo de operação, foram processados mais de 625 mil toneladas do cereal e produzidos cerca de 260 milhões de litros de etanol, 248,4 mil toneladas de DDgs para nutrição animal e 7,4 mil toneladas de óleo de milho.

Presença do Estado

Em 2020, até maio, o Governo do Estado repassou ao município R$ 30,77 milhões em ICMS, IPVA e Fethab, além de outros R$ 11,13 milhões, entre 2019 e maio deste ano, relativos à assistência social, transporte escolar e saúde.

Neste período de pandemia, a parceria se mantém. Por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), repassou 5.575 testes rápidos para detecção da Covid 19 e mantém 10 leitos de UTI geral no município, a um custo de R$ 1.743 a diária do leito em uso.

Raio X econômico

Segundo dados do IBGE de 2018, além do milho e do rebanho galináceo, o município de Lucas do Rio Verde possui expressivos rebanhos suíno (148,2 mil cabeças) e bovino (32.724 cabeças) e  produz, em grande escala, algodão (99,37 mil toneladas) e soja (772,8 mil toneladas).

Produz ainda, porém em menor escala (em toneladas): arroz (8,9 mil), feijão (16,58 mil), sorgo (3 mil), mandioca (1,4 mil), melancia (750), abacaxi (250),  borracha (200 de látex coagulado), limão (96), Banana (75), tangerina (40) e melão (8),além de 60 mil frutos de coco da baía.

Segundo o Observatório do Desenvolvimento da Sedec, o município possui também 5,9 mil hectares plantados com eucaliptos plantados (de um total de 187,9 mil em todo o Estado), utilizados pelo setor agrícola para secagem de grãos e na geração de energia.

História

Os primeiros colonizadores da região, ainda na segunda metade da década de 1970, foram atraídos pelas obras de abertura da BR-163 (Cuiabá-Santarém),  executadas pelo 9º BEC (Batalhão de Engenharia e Construção).

A partir de 1981, o Incra iniciou a implantação do assentamento de 203 famílias de agricultores sem-terra vindas do interior de Ronda Alta (RS), que se juntaram a outros 85 posseiros já instalados na região e 50 colonos do interior de São Paulo.

Na última década, o município viveu um crescimento populacional de 43,9%. Ou seja, saiu de 45.556 habitantes em 2010 (ano do censo demográfico) para os estimados 65.534 atuais.

“Acredito que 30% desta população seja de migrantes mato-grossenses, especialmente da Baixada Cuiabana (Cuiabá, Várzea Grande, Nobres, Diamantino, Alto Paraguai …), que viram no município um celeiro de oportunidades, onde vivem dignamente, com seus filhos matriculados em boas escoas públicas e suas necessidades básicas sendo atendidas pelo poder público. Me considero realizado por ter participado desta história”, concluiu o vice-governador Otaviano Pivetta.

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