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quinta-feira, 11 agosto, 2022
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Assembleia marca retomada do programa Cooperativas Escolares em Lucas do Rio Verde

Coopereça é a primeira criada em Mato Grosso. Programa vem sendo desenvolvido em várias cidades pela Sicredi
Texto por CenárioMT

Aconteceu nesta quinta-feira (25) a assembleia da Coopereça, cooperativa formada por estudantes da Escola Eça de Queirós, em Lucas do Rio Verde. O encontrou marcou a retomada das atividades da cooperativa após o periodo de pandemia do Covid-19. A Coopereça, a primeira criada em Mato Grosso, faz parte do programa Cooperativas Escolares desenvolvido pela Sicredi em várias cidades.

A Coopereça foi criada em 16 de novembro de 2019. Inicialmente, contou com 20 adolescentes que cursam do 6º ao 9º ano da Escola Eça de Queirós. Por conta da pandemia, o programa teve que suspender as atividades presenciais, como reuniões e projetos manuais.

A professora Neusa Dallabrida explica que o programa trouxe importante aprendizado aos alunos e aos próprios professores, que passaram a desenvolver variados temas com os adolescentes. “Eles tinham o projeto de reciclagem de papel, de reciclagem de óleo pra fazer sabão, a horta. Então eram vários projetos”, relatou. Agora, com o controle da pandemia, essas atividades vão sendo gradativamente retomadas. “Hoje nós temos quarenta sócios e todos os dias querem entrar mais crianças. Pra nós é assim um orgulho muito grande”.

Outro avanço citado por Dallabrida, é o reflexo que a cooperativa tem no comportamento de vários alunos. Alguns deles, pela timidez, acabavam não se envolvendo nas atividades. Hoje, com a participação no programa, se tornam mobilizadores. “Isso é um trabalho que não tem preço”, comemorou.

Novos associados

A estudante Alana Louise, do 6º ano, disse que não conseguiu entrar quando a cooperativa foi fundada e aguardou o período de admissão. Ela conta que a experiência está sendo muito positiva e de muito aprendizado.

“A gente tem feito reuniões para saber a função em cada cargo, saber tudo que tem direito dentro de uma cooperativa. A gente tem feito jogos para aprender o cooperativismo, a gente fez uma ponte, é todo mundo unido, é como se fosse um jogo que a gente tem que ter a mesma mente, tem que saber das mesmas coisas”, explicou.

Presente desde a fundação, Túlio Paiva Gonçalves, do 9º ano, destacou a orientação que vem recebendo dentro da cooperativa e o que representa no dia a dia.

“Tem bastante coisa que a gente fez em grupos. Na cooperativa a gente faz tudo em grupo, nós estudantes que lideramos. Os adultos podem opinar, mas é a gente que toma as decisões”, comentou o estudante.

Ampliação

O município estuda a implantação do programa em mais escolas. De acordo com a Secretária de Educação, Elaine Lovatel, a ideia é atender pelo menos mais quatro unidades escolares da rede municipal.

“O programa Cooperativas Escolares vem ao encontro do que nós acreditamos que seja uma das formas de fortalecimento do protagonismo infantojuvenil. Os adolescentes têm uma oportunidade de engajamento, mas também de envolvimento maior nas ações de decisão e de envolvimento dentro da unidade escolar. Então a cooperativa escolar, a princípio, é um lado mais pedagógico, mas também trabalha toda a questão de liderança de cooperação  de tomada de decisão, de empreendedorismo”, declarou a secretária.

O presidente da Sicredi Ouro Verde, Eledir Pedro Techio, avaliou que a realização da assembleia da Coopereça é a conclusão do processo iniciado há dois anos. “O intuito é efetivamente lançar uma semente pra que para que os jovens, saindo da fase da adolescência, consigam também aprender e conhecer um pouco mais do cooperativismo”, pontuou.

Techio observou que o cooperativismo no país estaria em outro nível, caso esse tipo de programa fosse implementado há alguns anos.

Em relação ao aprendizado, o presidente da Sicredi observa a importância de conhecer a base do cooperativismo e algumas situações que auxiliam na economia pessoal e coletiva. “eles estão aqui aprendendo a fazer uma ata, saber que é ativo de passivo, fazer efetivamente a educação financeira que é um que é uma coisa muito importante”, destacou.

“Nós queremos oportunizar que todas as escolas possam ter esse privilégio de iniciar um processo de estudo sobre o modelo cooperativo. Eu vejo que o modelo cooperativo hoje é uma filosofia de vida. O modelo cooperativo bem aplicado com seus princípios, seus valores éticos, morais, olhando sempre pras pessoas que estão no centro. A cooperativa, quando aplica bem os seus princípios, contribui para o desenvolvimento da comunidade”, frisou.

Durante a assembleia foram eleitos membros dos Conselhos Fiscal e de Administração, além da votação do estatuto da cooperativa.

Celso Ferreira Nery
Celso Ferreira Neryhttps://www.cenariomt.com.br
É formado em Jornalismo. Possui experiência em produção textual e, atualmente, dedica-se à redação do CenárioMT produzindo conteúdo sobre política, economia e esporte regional.

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