Indígena de 74 anos que aguardava leito de UTI há três dias morre de Covid-19 em MT

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Uma indígena da etnia Umutina morreu nesta quinta-feira (2) vítima da Covid-19 em Barra do Bugres, a 169 km de Cuiabá.

Sebastiana Uatoneta, de 74 anos, aguardava um leito de UTI há três dias, mas não resistiu.

De acordo com a secretária de Saúde de Barra do Bugres, Carlene de Souza, a vítima deu entrada no pronto atendimento do município na segunda-feira (29).

O estado de saúde dela se agravou e precisou ser entubada.

Outros casos

No dia 30 de junho, três índios da etnia Xavante morreram em decorrência da Covid-19, em Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá. Já são 102 indígenas Xavantes infectados pelo novo coronavírus e 13 mortos.

Os índios mortos nessa terça-feira tinham 40, 42 e 90 anos. Todos estavam internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), mas não resistiram ao vírus e morreram.

Em 23 de junho, o indígena Euclides Kaipanago, de 77 anos, morreu em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, vítima da Covid-19.

Ele morava na Casas de Saúde Indígena (Casai) da cidade há 8 anos. O indígena pertencia à Aldeia Pakuera, na Terra Indígena Bakairi, em Paranatinga, a 411 km de Cuiabá.

A primeira morte de indígena por Covid-19 no estado foi a de um bebê de oito meses no município de Alto Boa Vista no dia 10 de maio. Ele vivia na aldeia Marawãitsédé.

O bebê não tinha qualquer comorbidade que pudesse potencializar a doença. A Secretaria Municipal de Saúde e a Fundação Nacional de Saúde Indígena (Funai) vão fazer uma reunião nesta quarta-feira para decidir como mapear ocorrências na região.

A segunda morte também foi a de um bebê de apenas 45 dias. Ele havia sido transferido no dia 11 de junho de Água Boa para tratamento no antigo Pronto-Socorro de Cuiabá. Salu Kalapalo foi transportado em uma UTI aérea, acompanhado da mãe, de um médico e um enfermeiro.

A morte dele já foi notificada e consta no boletim da Secretaria de Saúde do dia 14 de junho.

O bebê testou positivo para a Covid-19 e estava internado no Hospital Regional de Água Boa, que não tem UTI pediátrica.

Outras pessoas da família do bebê já tiveram Covid-19, entre elas o avô, o cacique da aldeia Sapezal e o filho dele.

A Aldeia Sapezal fica no extremo leste do Parque Nacional do Xingu.

No dia 14 de junho morreu a líder indígena da aldeia Guadalupe, Pascoalina Retari, com diagnóstico de coronavírus (Covid-19) em Barra do Garças. Pascoalina era da Terra Indígena Xavante São Marcos, que fica a 130 km de Barra do Garças.

Com a morte dela, a Defensoria Pública de Mato Grosso notificou o prefeito de Barra do Garças, Roberto Ângelo de Farias, a editar novo decreto municipal para fechar serviços não essenciais como bares, restaurantes e comércios que possibilitem aglomerações.

No dia 18 de junho, um indígena, de 43 anos, da etnia Xavante, morreu em Barra do Garças, após ser diagnosticado com Covid-19. Ele estava internado desde o dia 10 de junho e apresentava o quadro de obesidade como comorbidade, conforme informações da Secretaria Municipal de Saúde. Ele não teve a identidade divulgada.

Nessa segunda-feira (22), um índio de 63 anos morreu em decorrência da Covid-19 em Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá. Xisto Tsawerete trabalhava como motorista da Fundação Nacional do Índio (Funai).

Xisto deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Primavera no dia 12 de junho.

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Amazonia 03 de Junho