Grileiros e posseiros são suspeitos de desmatar Floresta Amazônia e fazer emboscadas contra fiscais em MT

Fonte: G1 MT

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Foto: Sema/MT

Grileiros e posseiros são suspeitos de desmatar Floresta Amazônia e fazer emboscadas contra fiscais na região de Colniza, a 1.065 km de Cuiabá. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente (Sema), as equipes foram surpreendidas por árvores derrubadas em estradas e fogo às margens das pistas. Ninguém se feriu e os suspeitos não foram presos.

As equipes estavam em operações para coibir os crimes ambientais cometidos na região. As emboscadas ocorreram nas glebas de Guariba, no dia 27 de julho, e Taquaraçu do Norte, no dia 03 de agosto, mas só forma divulgadas pela Sema nesta quinta-feira (6).

Além do bloqueio das pistas, foi ateado fogo às margens das pistas de acesso. A suspeita é que as emboscadas tenham sido praticadas por grileiros e posseiros que atuam na região extraindo madeira ilegalmente da Floresta Amazônica.

Todos os fatos foram registrados em boletim de ocorrência para que a polícia investigue. As equipes são compostas por fiscais da Sema, Instituto de Defesa Agropecuária (Indea) e policias militares.

A região de Colniza vem recebendo atenção especial das autoridades estaduais e federais para combater os crimes ambientais que vêm sendo praticados na região. Cerca de 329 alertas de desmatamento na região já foram atendidos, totalizando R$ 86,5 milhões em multas aplicadas somente no município.

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Reincidência

O monitoramento feito por imagens de satélite vem alertando para um aumento nos ilícitos ambientais na Gleba de Taquaraçu do Norte, localizada em uma região de difícil acesso com vários pontos de desmatamento e extração ilegal de madeira, além de histórico de conflitos fundiários.

Em 20 de julho, com apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), as equipes constataram pontos de desmatamento na Gleba. Durante a operação, foi inutilizado um 1 trator de pneu que estava sendo empregado para a extração ilegal de madeira, também foi feita apreensão de arma, munições e declarado o embargo da área.

Já na semana seguinte, o monitoramento detectou novos alertas de desmatamento exatamente na mesma área, levando as equipes novamente para campo para verificar os danos ambientais causados.

Os fiscais encontraram um novo barraco e máquinas extraindo madeira ilegalmente na mesma área. Novamente, os materiais foram inutilizados para evitar prosseguimento nos danos causados à floresta amazônica. Nas duas operações os suspeitos evadiram-se do local e ninguém foi preso.