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terça-feira, 20 outubro, 2020
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Focos de calor aumentam 95% em Mato Grosso em relação ao mesmo período de 2018

Por Thaís Fávaro-OD

Estudo do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostrou que no período de 01 de janeiro a 29 de agosto deste ano foram registrados 16.182 focos de calor em Mato Grosso, um aumento de 95% se comparado ao mesmo período do ano passado, no qual foram registrados 8.303. Esses focos indicam possiveis queimadas e são coletados a partir de imagens via satélite. O município de Colniza (1.067 Km de Cuiabá), lidera o ranking no Estado com 1.484 casos. Os dados completos de todo o Brasil estão disponíveis AQUI.

Mato Grosso tem atingido níveis alarmantes de foco de calor e queimadas, registrando a maior alta nos últimos cinco anos. Só na última semana Mato Grosso registrou mais de 3 mil focos de calor. De janeiro até o dia 29 de agosto foram registrados quase 13 mil focos.


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O estudo feito pelo INPE mostra que somente em Colniza foram registrados 74 focos de calor nos últimos cinco dias, sendo que no mesmo período de 2018 esse número era equivalente a 15.

Entenda a diferença entre foco de calor e queimadas;

Foco de calor

Um foco de calor é um dado capturado pelos satélites de monitoramento que estão a uma altitude de 700 a 900 km sobre o planeta. Os sensores do satélite registram temperaturas acima de 47°C. Ao longo dos anos, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) tem avançado na auditoria das detecções de focos de calor com intuito de evitar falsas detecções, desta forma, dificilmente um foco de calor detectado não seja incêndio ou queimada. Um incêndio ou uma ocorrência podem gerar um ou vários focos de calor, dependendo da extensão da linha de fogo.

Queimada

A queimada faz parte das técnicas tradicionais da agricultura familiar, em quase todo o Brasil. O objetivo é limpar uma área para o plantio de culturas temporárias. As cinzas contribuem com a fertilidade num primeiro momento, mas o fogo recorrente empobrece o solo. Depois de algumas colheitas essa área é deixada para descanso com a recuperação da vegetação. Para a queimada não se transformar num incêndio é preciso aplicar algumas técnicas de segurança, entre elas a construção de aceiros.

No período proibitivo de fogo em Mato Grosso, mesmo as queimadas prescritas ficam suspensas até que seja decretado o fim.

Incêndios em Mato Grosso

Em Chapada dos Guimarães (a 64 km de Cuiabá), o incêndio no Parque Nacional teve início no dia 9 de agosto e foi extinto dez dias depois, no último domingo (18). A área total devastada pelo fogo, somada entre parque e arredores próximos ao distrito de Água Fria, é de equivalente 13,3 mil campos de futebol.

Por conta do incêndio, os atrativos turísticos da Cidades das Pedras e Vale do Rio Claro tiveram que ser fechados para visitação por motivos de segurança a partir dos dias 10 e 12 de agosto, respectivamente.

Apesar da extinção deste incêndio, desde quinta-feira (22) há outro cerca de três quilômetros do local, de acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO). Por conta de queimas prescritas, o Parque está relativamente seguro.

O Parque Estadual Serra Ricardo Franco, na região de Vila Bela da Santíssima Trindade (a 521 km de Cuiabá), também foi atingido por um incêndio florestal no início do mês. O fogo só foi controlado no dia 10 de agosto, após quatro dias de atuação dos bombeiros. Cerca de 90% do fogo foi controlado.

Trabalho das autoridades

Peritos criminais da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) intensificaram as constatações de crimes de desmatamentos, queimadas irregulares e incêndios florestais na região médio norte durante o período proibitivo, que ocorre de 15 de julho a 15 de setembro. A ação faz parte da Operação Abafa Amazônia e reúne profissionais de diversas áreas no combate aos focos de incêndio e irá responsabilizar os autores de crimes ambientais cometidos no Estado.

O aumento no número de denúncias e de incidência dos atos infracionais, somado ao incremento de focos de calor na região foram um dos critérios definidos pelo comando da operação para a deflagração. Segundo o Tenente-coronel BM Dércio Santos da Silva, este ano serão realizadas três Operações Abafa, sendo a próxima, em setembro na região norte de Mato Grosso e, outra na região do Araguaia.

Durante os levantamentos, são elaborados relatórios técnicos, que poderão dar origem aos laudos periciais, quando requisitados pela Delegacia Estadual do Meio Ambiente (Dema). Na primeira etapa da operação, ocorrida entre os dias 19 a 28 de agosto, foram percorridas 28 áreas nos municípios de Sorriso, Nova Ubiratã, Vera, Feliz Natal e Paranatinga.

O principal objetivo do perito criminal nesses locais é definir a área atingida, verificar os possíveis focos de incêndio, determinar a causa, origem e a dinâmica do incêndio no local. São utilizadas imagens obtidas por satélites, informações meteorológicas e de focos de incêndios detectados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).



Dayelle Ribeirohttps://www.cenariomt.com.br
Redatora do portal CenárioMT
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