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quarta-feira, 08 dezembro, 2021
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Futebol ao vivo: como se iniciou o crescimento do futebol feminino no Brasil

Por CenárioMT

Falar sobre a história do futebol ao vivo feminino é contar sobre lutas, resistência e barreiras que foram quebradas ao longo dos anos. Isso porque, além de celebrar todas as vitórias e gols feitos ao longo dos anos, também é preciso lembrar de todos os momentos de proibição e preconceito que existiam em torno da prática para as mulheres. 

Até chegar aos dias atuais em que a Marta foi eleita seis vezes a melhor do mundo, a modalidade sofreu muito com comentários de descaso e um século inteiro de descrença. No começo, o futebol feminino era tratado como um show de circo e não como uma partida séria de esporte e até mesmo os uniformes tinham referência aos usados no picadeiro. 

Abaixo, vamos te contar como se iniciou o crescimento desse esporte entre as mulheres e todo o contexto histórico. Vem ver!

Como foi a primeira aparição?

As primeiras referências de futebol ao vivo com mulheres se deram início nos anos 20, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Norte. Após isso, na década de 40, a prática era feita apenas em periferias e não tinha nem uma seleção oficial, mas a modalidade era exclusiva para homens.

Já em 1940 a mudança começou e foi quando aconteceu o primeiro jogo de futebol ao vivo no Pacaembu, porém, essa partida não gerou amor da população e sim revolta que exigiam pela proibição.

A proibição: saiba como aconteceu

Em 1941 essa proibição aconteceu! Através de um processo de regulamentação do esporte que trazia em um decreto (lei 3199, art 54) que as mulheres não deveriam fazer a prática de esportes que não fossem adequados a sua natureza, ou seja, ao seu corpo e biotipo. 

Já no governo militar, no ano de 1965 o decreto de lei foi publicado novamente e com mais detalhes e dessa vez com a especificação do futebol, o que causou uma onda de práticas do esporte de forma clandestina. E por fim, apenas na década de 70 que a proibição foi extinguida. 

Regulamentação: como começou?

Com o fim da proibição as coisas começaram a ser praticadas de forma legal, mas sem nenhum tipo de incentivo dos clubes e das confederações, ou seja, mesmo com a regulamentação, as mulheres ainda não tinham apoio.

Em 1983, a modalidade teve permissão para competir em estádios, criar calendários e até mesmo ensinar em clubes a prática para outras mulheres. Dessa forma, isso se tornou um grande avanço, visto que times como Radas e Saad surgiram e puderam ser os pioneiros no quesito competição.

Primeiro torneio de futebol feminino

Em caráter experimental, o primeiro torneio feminino aconteceu em 1988, na China e teve o nome de Women’s Invitational Tournament, porém, as mulheres não receberam nenhum incentivo do governo ou de patrocínios e tiveram que viajar para o Mundial com algumas peças masculinas. 

Já em 1991 aconteceu a primeira Copa do Mundo Fifa de Futebol Feminino, porém, ainda de forma amadora. Após isso, em 1996 o time estreou na Olimpíada e em 1999 conquistou a primeira medalha na FIFA, conquistando resultados expressivos e mais apoio popular. 

A primeira medalha do futebol ao vivo feminino veio em 1999 com uma disputa feita nos EUA e um time com veteranas e nomes que já começavam a se destacar. Comemorando o 3º lugar a seleção teve um gol contra a Nigéria que até os dias atuais é lembrado como um dos mais bonitos nos mundiais. 

Outro destaque, foi em 2007 em que o Brasil parou para ver as meninas jogarem, principalmente a Marta, que já era reconhecida como a melhor do mundo. Após isso, vieram títulos no Pan-Americano, Copa do Mundo da China, Prata em Pequim e Libertadores, consagrando as meninas da seleção como profissionais.

Como é o futebol feminino nos dias atuais?

Apesar das grandes conquistas feitas pelas jogadoras do futebol ao vivo feminino, ele possui uma realidade diferente do masculino e isso acontece em vários aspectos que vão desde o reconhecimento pela população, condições e oportunidades de treinamento, estrutura das quadras de treino, patrocínios e até mesmo o salário que tem uma grande diferença.

No Brasil, a visibilidade das grandes emissoras ainda está sendo conquistada, e apesar de muitas pessoas se dedicarem a acompanhar os jogos, ainda não é tão expressivo quanto o masculino e isso acontece não só pela mídia, mas a questão cultural, que infelizmente ainda é recente a autorização e regulamentação do esporte para as mulheres. 

Portanto, é visível que o futebol ao vivo feminino está conquistando cada vez mais seu espaço, porém, é preciso de mais investimento para que isso aconteça de verdade, seja dos clubes, atletas, torcedores e investidores. Para a evolução acontecer, assim como está em alto crescimento em países como os EUA, não basta exigir mudanças, deve-se acreditar nelas e dar força para que essa realidade mude e um dia as duas seleções possam estar no mesmo patamar. 


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Gostou deste post? se sim, irá gostar também deste que postamos anteriormente, Futebol ao Vivo: saiba porque o brasileiro adora tanto.

 

Gustavo Praiadohttps://www.cenariomt.com.br
Atualmente, trabalha na equipe do portal CenárioMT, produzindo conteúdo sobre economia, esportes e direitos da população brasileira, gosta de assistir séries, filmes de ação e de videogames. Editor também em conteúdos regionais, sempre atento as tendências que o internauta procura para ficar bem informado.

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