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segunda-feira, 26 julho, 2021
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O que o West Ham e o Atlético de Madrid de 2020/21 podem ensinar aos clubes brasileiros?

Por CenárioMT

Com o poderio financeiro dos clubes cada vez mais importando nos resultados nos gramados, fica até difícil para os chamados “não-grandes” competirem e levantarem taças. Porém, o futebol muitas vezes não é tão previsível e uma boa organização e planejamento podem gerar resultados acima do esperado, inclusive destronando os poderosos. 

Dois exemplos excelentes nesta temporada, com resultados diferentes, podem servir de inspiração para os clubes brasileiros que não estão no mesmo patamar financeiro de Flamengo e Palmeiras, os dois dominantes nesse sentido.


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West Ham supera todas as expectativas

Antes da temporada começar, sites de casas de apostas colocavam o time de Londres como um time com poucas aspirações e até que arriscava cair de divisão.

O time trouxe de volta David Moyes, escocês que comandou o West Ham pouco tempo antes sem ter tido resultados muito inspiradores. Dessa vez a maré mudou: a sexta posição foi a melhor em mais de duas décadas.

Muitos jogadores cresceram de rendimento, entre eles Jesse Lingard. Durante conversa com o time da Betway, o atleta que ainda pertence ao Manchester United deu algumas razões para seu renascimento. Em apenas 16 jogos ele teve 9 gols e 4 assistências, resgatando seu melhor futebol depois de ser pouco usado pelos red devils.

Usar jogadores que são subaproveitados e precisam de um novo cenário é uma excelente estratégia para equipes sem grandes orçamentos. A ideia é boa porque todos saem ganhando: o atleta se motiva por poder jogar mais e ter protagonismo, o time que empresta tem de volta um jogador melhor que pode até ser revendido e o custo para o time que tem o jogador emprestado é baixo, podendo até ter que arcar apenas com uma parte dos salários e não todo ele.


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Mas apenas montar bons elencos não é suficiente para equipes menores ou médias porque uma campanha boa sempre significa um desmanche. É preciso ter uma boa estrutura, seja física, com centro de treinamento e um estádio que traga lucros (o West Ham deu um pulo imenso ao arrendar o estádio da Olimpíada de 2012) ou organizacional, com dirigentes ativos e boas escolhas de treinador.

Atlético de Madrid subiu de nível

A história do Atlético de Madrid nas últimas três décadas pode dar uma série de livros. O time tradicional sempre foi o segundo da cidade atrás do hiper vitorioso Real Madrid. Mas quando o magnata Raul Gil comprou a equipe, a ideia era finalmente bater de frente. Nos anos 90 o time chegou a vencer o Campeonato Espanhol, mas com o Real Madrid conquistando a Europa seguidas vezes e o Atlético caindo para a Série B, a expectativa foi completamente frustrada.

Com os pés no chão, o time voltou após duas temporadas na segunda divisão e teve resultados intermediários por anos. Entretanto boas contratações e a formação de atletas começou a encher o caixa dos colchoneros. O golpe final foi a contratação de Diego Simeone, ex-jogador da equipe, como treinador. Desde lá são dois títulos espanhóis e dois sofridos vices da Europa, ambos para o arquirrival Real Madrid em jogos muito emocionantes.

O Atlético de Madrid começou a rivalizar com os dois maiores times da Espanha quando criou sua estrutura, com a joia da coroa sendo o estádio Wanda Metropolitano, entre os mais modernos da Europa e que forçou Barça e Real a renovar seus respectivos estádios. Mesmo com menos dinheiro, o Atlético pode aproveitar boas oportunidades, seja no mercado de transferências, ou em campo.

Na temporada passada, com a reformulação do Real Madrid e a crise no Barcelona, o Atlético levou o campeonato espanhol. Na temporada anterior o time eliminou o Liverpool, campeão da Champions League. O time deixou de ser apenas aquele clube tradicional que não incomoda tanto e se renovou.

Não faltam equipes no Brasil que vivem de glórias passadas e seguem desorganizadas confiando no poder de suas camisas. O Atlético de Madrid mostra que um trabalho bem pensado que pode começar até na Série B resgata o orgulho e pode abrir um novo capítulo na história. O West Ham mostra que até times mais modestos e coadjuvantes em sua própria cidade podem sim ter bons resultados. Veremos se os clubes brasileiros aprendem.

Gustavo Praiadohttps://www.cenariomt.com.br
Gosta de economia, assistir séries, filmes de ação e gosta de videogames. Editor no CenárioMT nos cadernos de Economia e Mundo, mas nem por isso deixa uma notícia regional em branco, sempre atento as tendências que o internauta procura para ficar bem informado.
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