“Feliz pela vitória, mas triste pelo que aconteceu há um ano”, diz Gabigol, em dia de tributo a vítimas do Ninho

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Foto: André Durão - GloboEsporte.com

Após abrir o placar na vitória do Flamengo por 2 a 0 sobre o Madureira, no Maracanã, Gabigol trocou a típica comemoração pelas mãos unidas em sinal de oração. Foi uma da série de homenagens aos dez garotos que morreram no incêndio no Ninho do Urubu, que completou um ano exatamente neste sábado.

– Fico feliz pela vitória, mas triste pelo que aconteceu há um ano – declarou.

Foram diversos os tributos aos “Garotos do Ninho” dentro e fora do Maracanã. Nos arredores, flores e faixas foram colocadas perto de muro com o rosto das vítimas da tragédia. Nas arquibancadas, os torcedores rubro-negros levaram faixas com o rosto e os nomes dos 10 jovens. Os jogadores entraram em campo com uma camisa branca com a expressão “Nossos 10” e jogaram com os nomes dos garotos nas costas. Além do minuto de silêncio, as torcidas organizadas ficaram 10 minutos sem cantar, para depois entoar “Garotos do Ninho”.

– A gente sentiu, ouviu as homenagens. A gente chora por eles também. Mas as homenagens foram lindas também – disse o atacante.

Diego fala sobre presentes a familiares das vítimas

Quem também falou na saída do Maracanã sobre o aniversário de um ano tragédia foi Diego.

– Nunca deixamos de carregar essa situação em nossos corações desde que aconteceu. Hopje se torna mais especial por essa data. torcida deu um espetáculo. Nós jogadores sempre procuramos em palavras e atitudes que queremos mostrar toda nossa solidariedade. Estamos envolvidos nisso. Queremos que eles se sintam abraçados e que possamos relembrar esses garotos em momentos de alegria como no ano passado

Mais cedo, antes de seguir para o Maracanã, o meia passou cedo no hotel onde os parentes da vítima estão hospedados e deixou uma bíblia e uma camisa do Flamengo para familiares de de Pablo Henrique, uma das vítimas da tragédia.

– Em momentos como esse, me posicionei de forma positiva. De lá pára cá tive contato com familiares para que eles entendam que fazemos parte disso. Meu sobrinho jogava no Flamengo naquela altura e poderia estar ali. Tem essa preocupação de mostrar aos familiares que carregaremos sempre em nossos corações com o intuito de transmitir algo positivo, nada além disso.

Diego também foi perguntado sobre a proibição da entrada de familiares das vítimas ao Ninho do Urubu pela manhã, com o argumento de que estava ocorrendo treinamento do time principal naquele momento:

– Eu fiquei sabendo através de notícias em relação ao que aconteceu. Internamente, nós procuramos nos posicionar de forma positiva. É um assunto delicado, pois não há como mensurar essa perda. Mas nós tentamos nos posicionar positivamente. É nisso que acredito. Algumas situações fogem do nosso controle. Estávamos concentrados. Não sei detalhes, mas fato é que nos dedicamos constantemente toda a expectativa que as pessoas têm em relação a essa situação.

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Amazonia 03 de Junho