Em 1ª coletiva, Fred revela quase aposentadoria e euforia por “novo Fluminense”: “Muito empolgado”

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Foto: Lucas Merçon / Fluminense FC

Grande atração do jogo Fluminense x Volta Redonda deste domingo, às 19h (de Brasília), no Estádio Nilton Santos, Fred já começou a atrair os holofotes na véspera de sua reestreia pelo clube onde é ídolo. Após o treino da manhã deste sábado, o centroavante deu a sua primeira entrevista coletiva desde seu retorno. Através de videoconferência ao lado do presidente Mário Bittencourt, ele respondeu 15 perguntas de jornalistas durante uma hora e vinte e abriu o coração. Revelou inclusive que quase decidiu se aposentar antes de realizar o sonho de voltar às Laranjeiras:

– Passei um momento quando paralisou o futebol brasileiro: “Acho que agora deu”. Fui para roça, colei no meu pai, fiquei um mês, dois e falei: “Vou parar de jogar”. Até que o Chico, meu preparador, me chamou e falou: “Vamos dar a vida”. E vinha sempre conversando com Mário, que falava: “Vem para cá”. Comecei a treinar, me dedicar, me cuidar. E quando você começa a entrar nas redes sociais e tomar só coisa para cima da torcida, começa a criar um sonho, colocar um objetivo. Falei que era o único lugar que vai me resgatar novamente. Aqui é diferente. A camisa 9 do Fluminense é diferente. Se qualquer um pegar e colocar ela, vai fazer gol sozinha. Era a chance de ouro de estar perto das pessoas que me amam, que eu amo, e no clube que sempre sonhei encerrar a carreira.

Por ora, Fred adiou os planos da aposentadoria para 2022. E nesses dois anos ele quer repetir o sucesso da primeira passagem, quando conquistou duas vezes o Campeonato Brasileiro e um Carioca. E não parece ser da boca para fora. O ídolo mostrou estar realmente empolgado com o “novo Fluminense”, seja na parte de estrutura, onde rasgou elogios ao CT Carlos Castilho. Ou em relação ao atual elenco tricolor, que considerou ter um equilíbrio ideal de características e exaltou Evanilson:

– Aqui no clube temos cinco a seis jogadores que podem desequilibrar com drible, arrancada, bons finalizadores, o Evanilson voando… Deu para ver que ele é muito acima da média, vai fazer muitos gols esse ano. Está aprendendo muito posicionamento, com 20 e poucos anos mostrando que faz diferença. E Nenê e Ganso quando pegam na bola é só fazer meio movimento que vão te achar. Estou muito empolgado. Comentário que fiz com o Odair foi: “Parece que a bola vai chegar muito para mim”. Vou me concentrar bastante para colocar para dentro.

Questionado se tem algum “fato verídico” – as “histórias de pescador” que lançou moda durante o tour de bicicleta de Belo Horizonte ao Rio de Janeiro – para a reestreia, brincou:

– Eu sonhei essa noite que fiz 19 gols no jogo de amanhã e virei artilheiro do campeonato (risos).

Confira a íntegra da coletiva de Fred

SENSAÇÃO PARA A REESTREIA

– Eu estou muito motivado, muito ansioso para a estreia. O professor perguntou se eu gostaria de participar já no primeiro jogo devido ao longo tempo sem um jogo oficial, apesar dos treinos estarem sendo bem fortes nesse tempo que não rolou futebol no país. Me sinto bem preparado, é o mesmo ambiente que deixei quando saí, todo mundo bem unido, time leve, motivado pra fazer um grande ano. Tenho certeza que tudo vai dar certo e já vai começar amanhã nessa estreia. O objetivo é fazer gols e buscar a vitoria, que é muito importante pra nossa classificação.

ENCAIXE DO TIME (FRED, GANSO, NENÊ)

– A preocupação maior é do professor. O Odair teve muito sucesso com Guerrero e D’Alessandro jogando no mesmo perfil. Acho que tem que deixar bem claro, hoje com a idade lógico que não vamos ter a performance física que tínhamos com 20 anos, mas podemos entregar bem os resultados. O Odair nem citou esse exemplo (Guerrero e D’Alessandro) para mim, mas você falando agora me veio à memoria esses dois jogadores e deram super bem no Inter e jogavam juntos. O que o Odair optar, pedir para fazer, o que for melhor para o grupo vai ser feito.

– Se jogar os três for melhor para o Fluminense, vai ser assim. Se forem jogar dois, um ou nenhum, o que for melhor para o clube. Dentro de cada jogador, seja de 16 anos, caso do Miguel, ou de 36, todos querem fazer gol, dar passe, ser importante. Vamos ver o que pode acontecer, vamos adaptar muita coisa. Em contrapartida, o elenco nosso é muito veloz, ágil, forte também. Creio que vai ter um equilíbrio bom. Hoje no futebol ninguém quer todo mudo jogando só para frente ou para trás. Na tática, na combinação de jogadores, dar um casamento legal.

TIME TEM VELOCIDADE QUE PRECISA?

– De ponta aqui temos jogadores de muito drible, muito rápidos. Tem o peruano (Fernando Pacheco), o Wellington Silva, o Matheus (Alessandro), o Marcos Paulo, que joga de segundo (atacante) também e é muito inteligente, qualidade. O Evanilson, que é muito rápido e cheira gol, estou chamado ele para encostar quando (a bola) estiver do lado contrário, acho que também podemos jogar juntos. Quando vai formar um grupo, não adianta ter um monte de jogador rápido e não ter um Ganso, um Nenê, esse jogador que acha o espaço. O rápido não vai achar porque não é a característica dele. E também ter um cara que faz gol ou dois finalizadores e não criar situações para eles.

– Tem que ter um equilíbrio. Aqui no clube temos cinco a seis jogadores que podem desequilibrar com drible, arrancada, bons finalizadores, o Evanilson voando. Deu para ver que ele é muito acima da média, vai fazer muitos gols esse ano, está aprendendo muito posicionamento, com 20 e poucos anos mostrando que faz diferença. E Nenê e Ganso quando pegam na bola é só fazer meio movimento que vão te achar. Estou muito empolgado. Comentário que fiz com o Odair foi: “Parece que a bola vai chegar muito para mim”. Vou me concentrar bastante para colocar para dentro.

PARTE FÍSICA

– Estou bem. Consegui treinar bem esse período aqui, todos os dias com bola. Devido à rapidez que marcaram a nossa volta não tivemos tempo de preparação ideal, mas o Fluminense já vinha fazendo um trabalho de treinamento em casa, participei se não me engano de oito dias, via a dedicação de todo mundo. Foi uma montagem de trabalho muito bem elaborada pelo Marquinho (preparador físico), Juliano (fisiologista), da comissão inteira, e depois viemos para a bola. Todo mundo treinando bem, estamos aptos a fazer o melhor já nesse jogo de amanhã.

– Claro que ninguém vai estar nas condições ideias, mas a partir do momento que põe a camisa do Fluminense e entra em um jogo oficial você vai dar seu melhor. Fisicamente me sinto muito bem e isso ajuda muito na parte técnica. A maior deficiência vai ser essa parte técnica devido ao longo tempo sem tabelar, sem tempo de bola para girar em cima do zagueiro… Isso vai pegando com os jogos.

RISCO DE LESÃO

– Quem é da área sabe, da parte mais técnica. Correr é uma coisa, botar a chuteira é outra. E treino é treino e jogo é jogo. Tem que fazer mais força, e o risco realmente existe, mas nós, jogadores, já saiu da nossa área. Entrou lá tem que entregar o máximo até conseguir. Teve algumas coisas para proteger minimamente, aumentaram o número de substituições, acho que todas as equipes vão usar. Mas foi um período curto, não é ideal pela parte física e clínica dos atletas e pela parte humana de tudo que está acontecendo.

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Amazonia 03 de Junho