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sábado, 12 junho, 2021
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Dias das Mães: Jamille, mãe da Camilly Victória e lateral da Ferroviária

Kamilla abandonou o futebol quando ficou grávida. Anos depois, a jogadora se profissionalizou com o suporte da mãe, que cuidou de sua filha, Kamilly, para que ela pudesse seguir seu sonho.
Por CenárioMT com inf. CBF

Ser mãe é uma prova de amor. Ser mãe e jogadora de futebol, então, é uma responsabilidade e tanto, para lá de desafiadora. Na elite do futebol brasileiro, 11 mulheres compartilham a maternidade com a carreira de atleta. Para explicar a paixão que as move, a CBF convidou as mães que disputam o Brasileiro Feminino A-1 para, neste dia tão especial, expressar todo seu amor. Conheça agora a história de Jamille, mãe da Camilly Victória e lateral-esquerda da Ferroviária.

Jamille teve que lidar com a maternidade muitos antes do planejado. A gravidez na adolescência, aos 13 anos, foi um grande susto para ela e a família. Foi com um amadurecimento forçado que a lateral passou a conviver com a realidade de ser mãe. A filha e melhor amiga fez com que a lateral-esquerda da Ferroviária pudesse vislumbrar um feito que poucos atletas teriam a possibilidade de sonhar: competir ao lado dos filhos. Hoje aos 17, a jogadora das Guerreiras Grenás enxerga em Camilly Victória, de 4 anos, sua maior inspiração para seguir em frente na ainda recente carreira como profissional.


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“Sou muito feliz por ter minha filha e saber que daqui a alguns anos ela pode estar jogando também”

Carta de Jamille, lateral da Ferroviária, para a filha Camilly Victória, de 4 anos. 

“Em novembro de 2016 estava disputando os jogos escolares da juventude, com 13 anos de idade. No jogo da semifinal, comecei a ficar enjoada no meio da partida. Meu treinador percebeu que eu não estava bem e mesmo assim continuou a me incentivar ao longo da partida. Fui piorando e mesmo assim joguei até o fim. Chegando no hotel após o jogo, liguei para minha mãe e falei o que aconteceu. De primeira, não pensamos na possiblidade de estar grávida.

Dali em diante, toda vez que ligava pra ela, dizia que estava com vontade de comer cozido, uma comida típica baiana. Até então, não sentia nada demais. Quando acabou o campeonato, voltei para casa e, posteriormente, voltei a ir para o colégio. Mas dias após o retorno das aulas comecei a sentir enjoos, dor de cabeça, que foram só piorando. Foi ali que liguei para minha mãe explicando o ocorrido na escola, e ela já foi afirmando: ‘Jamille, você está grávida’. Eu disse: ‘Claro que não, mãe’. Fomos juntas fazer o teste, nesse momento já estava em pânico. Deu positivo. Na hora, passou um filme em minha mente: ‘E agora? Não vou mais jogar?’

Minha mãe abaladíssima, ficou muito nervosa. Contamos para meu pai, ele também não soube direito o que falar. E assim fomos contando para o resto da família. Graças a Deus eles me apoiaram bastante e nunca me deixaram desanimar. Tive minha filha, mas sempre com eles ao meu lado. Para mim é difícil ficar longe dela, mas tenho uma mãe que nunca desistiu de mim e fica com a Camilly enquanto estou fora.


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Hoje me sinto bem mais determinada a vencer por ela. Sou muito feliz por ter minha filha e saber que daqui a alguns anos ela pode estar jogando também. Quem sabe no mesmo time que eu, já que tenho 17 e ela 4 aninhos.
Ela é o que me faz ter forças para lutar pelo meu sonho e o dela!

 


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