32.5 C
Lucas do Rio Verde
quarta-feira, 23 junho, 2021
InícioESPORTESDia das Mães: Luciana, mãe da Ana Luiza e volante do Real...

Dia das Mães: Luciana, mãe da Ana Luiza e volante do Real Brasília

A gravidez na adolescência, aos 13 anos, foi um grande susto para Jamille e a família. Foi com um amadurecimento forçado que a lateral passou a conviver com a realidade de ser mãe.
Por CenárioMT com inf. CBF

Ser mãe é uma prova de amor. Ser mãe e jogadora de futebol, então, é uma responsabilidade e tanto, para lá de desafiadora. Na elite do futebol brasileiro, 11 mulheres compartilham a maternidade com a carreira de atleta. Para explicar a paixão que as move, a CBF convidou as mães que disputam o Brasileiro Feminino A-1 para, neste dia tão especial, expressar todo seu amor. Conheça agora a história de Luciana, mãe da Ana Luiza e volante do Real Brasília. 

Luciana é uma das muitas mulheres que foram surpreendidas com a gravidez. O início foi acompanhado do medo e da incerteza sobre o futuro no futebol. Se a vida da mãe atleta já é desafiadora, imagina a vida de uma mãe cuja filha foi diagnosticada com autismo. O desafio faz com que elas estejam mais unidas e conectadas, Ana Luiza é a força para que Luciana se reinvente todos os dias. Mascote dos clubes por onde a volante passa, a filha vibra de perto com as conquistas da mãe, que em campo joga pelas duas.


--Continua depois da publicidade--

“Não me vejo sem a Ana Luiza nesse cenário do futebol, porque ela me desafia a ser melhor todos os dias”

Carta de Luciana, volante do Real Brasília, para a filha Ana Luiza, de 10 anos. 

Quando eu descobri que estava grávida, não sabia exatamente o que fazer. Só pensava que a minha vida como atleta tinha chegado ao fim. Pra mim era muito difícil ser mãe e atleta. Lembro que na época foi difícil para a minha família aceitar, principalmente pela minha mãe. Descobri ao mesmo tempo que estava disputando um torneio de futsal, na época eu tinha 21 anos, e descobri já com três meses de gestação. Comecei a perceber que estava muito magra, com muitos enjoos e fiz um exame de sangue, que confirmou que estava grávida. 

Quando a Ana Luiza nasceu, eu estava desacreditada em voltar a jogar. Com o apoio da minha família, quando ela completou quatro meses, eu pude voltar a jogar. Me sentia muito segura com o apoio da família que ficava com ela quando eu viajava. Até que no meio de tudo isso, eu consegui arrumar um jeito de levar a Ana Luiza nos treinos e nas viagens, a minha mãe foi o meu alicerce e nos acompanha nessas viagens.

A Ana Luiza é autista e isso a torna ainda mais especial, ela é o meu maior tesouro, é a minha motivação diária e quem me dá forças pra continuar. Tive algumas oportunidades pra jogar fora do país, mas pelo fato de ter que deixá-la optei por fazer minha carreira no Brasil.


--Continua depois da publicidade--

Não me vejo sem ela nesse cenário do futebol, se ela não tivesse chegado na minha vida, acho que não seria atleta. Ela me desafia a ser melhor todos os dias e a me desafiar, e acho que isso está diretamente ligado a rotina de uma atleta. Por conta da pandemia, hoje moro no alojamento do clube e a Ana Luiza mora comigo. Ela já é parte da equipe e isso me deixa muito feliz e realizada, porque ela é o melhor que tenho!


- Publicidade -

Últimas no CenárioMT

Lucas do Rio Verde

LUTO!
Sobe para 170 o número de mortes por Covid-19 em Lucas do Rio Verde
junho 23, 2021
Geral
Homem é socorrido após cair de andaime de três metros em Lucas do Rio Verde
junho 23, 2021