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segunda-feira, 02 agosto, 2021
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Com menor rodízio, setor defensivo da Seleção Feminina Sub-20 inspira confiança da comissão

Auxiliar-técnica comenta o desempenho das defensoras e a maturidade diante dos desafios na categoria.
Por CenárioMT com inf. CBF

Um sistema defensivo forte é o maior aliado para o sucesso de uma equipe. E a Seleção Feminina Sub-20 tem apostado nesse mandamento para estruturar o seu elenco. Desde que o técnico Jonas Urias iniciou a transição da categoria, o setor que mais inspira confiança é a defesa, com jogadoras base presentes em todas as convocações.

Parte da segurança que a comissão técnica deposita na defesa vem do desempenho que as atletas desenvolvem em seus clubes. Das oito defensoras concentradas em Pinheiral, no Rio de Janeiro, cinco são titulares no Brasileirão Feminino Neoenergia, campeonato em que o nível de competitividade é alto. São elas a lateral Bruninha, do Santos, as zagueiras Lauren, do São Paulo, Patrícia, do Grêmio, e Tarciane, do Fluminense, além da Kaylane, do Flamengo.


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A auxiliar-técnica, Jéssica de Lima, comenta que a bagagem na elite do futebol nacional aliada com as experiências que essas jogadoras tiveram na Seleção Sub-17, contribuem para o crescimento de confiança em suas atuações.

“São jogadoras que estão vindo de um contexto de formação muito bom e estão vivendo bons momentos nos clubes o que nos deixa com muita segurança para deixar elas, no caso, sendo titulares. Na linha de trás, estão dando muita conta do recado. Jogamos dois jogos contra o México e foram muito bem, sofremos pouco atrás. São excelentes em bolas áreas, fazem um trabalho de altura de linha muito boa. Só temos elogios, por isso elas estão sempre conosco,” expõe Jéssica.

Uma das jogadoras que desempenham o estilo de jogo de Jonas Urias com avidez é Lauren. A capitã da Seleção Feminina Sub-20 é definida por Jéssica como uma zagueira construtora, que vai além do aspecto defensivo. Lauren esteve no último Mundial Sub-17, junto com Bruninha, e foi uma das primeiras jogadoras a serem inseridas na transição para a Sub-20.

“A Lauren é uma jogadora nova, mas ela tem uma experiência fantástica e vem integrando as Seleções de base há muito tempo. Vem de uma geração do Centro Olímpico que foi muito boa, meninas muito talentosas com muito entendimento e com volume de jogo. É uma zagueira construtora que entende o jogo, ela não é uma zagueira que se atende apenas na questão defensiva, ela sabe jogar.  Lauren procura entender as deficiências que  tem e nos busca para se aprimorar e isso nos deixa super felizes  porque mostra que é uma atleta que quer chegar longe,” diz.


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Com a comissão da Seleção Feminina Sub-20, as jogadoras trabalham em cima do lema Sempre Juntas, uma marca da equipe que pode ser resumida como compactação. Em todo treinamento, elas intensificam o estilo compacto defensivo para proteger a linha de trás durante os jogos. Contra o México, na última janela de convocações, em abril, a Amarelinha não sofreu nenhum gol. Jéssica defende que é a melhor estratégia para melhorar a qualidade técnica das atletas e que sempre deixa evidente que elas precisam estar sempre juntas dentro de campo, pressionando o portador da bola e com o pensamento coletivo sobre as atuações.

Estar familiarizado com esse estilo de jogo é um passo vantajoso para que as atletas possam almejar futuras oportunidades com Pia Sundhage, visto que dentre suas filosofias de jogo, a compactação defensiva é extremamente importante. Mas, além de reconhecer a ‘expertise’ de Pia no assunto, Jéssica analisou a evolução da categoria e como os próximos ciclos vão chegar à Seleção Principal mais prontos.

“Nós trazemos muitas coisas que ela (Pia) faz na adulta, mas também temos o nosso jeito de ver o sistema defensivo, preservando as peculiaridades que a geração traz. Mas se a gente for fazer uma análise do ciclo anterior com o de agora, o entendimento tático coletivo em termo de altura de linha e compactação, está uns dois passos à frente do anterior. O outro ciclo vinha de um processo de futebol feminino com muita sobra, não tínhamos um jogo em linha, não éramos tão sincronizados nesse sentido. Então eram jogos descompactos e, com a evolução do futebol feminino, essas meninas estão cada vez mais cedo integrando as categorias de base e tendo condições de treinamento personalizados e melhores,” encerra.

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