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segunda-feira, 26 julho, 2021
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Globo vence processo movido por ex-deputado estadual por esquete do “Tá no ar”

Ex-deputado foi condenado a pagar honorários de advogados da emissora do Rio de Janeiro
Por Lucas Rosendo

O ex-deputado estadual e ex-presidente da Assafapom (Associação dos Praças e Familiares da Polícia e Bombeiro Militar do Estado de Rondônia) Jesuíno Silva Boabaid perdeu o processo que movia contra a Rede Globo de Televisão.

A disputa judicial se iniciou depois de uma esquete feita pela Globo no programa “Ta no ar” que continha uma piada dizendo que que policiais e combatentes do fogo recebiam propina de parlamentares para não atuarem como deveriam.


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De acordo com o site “Notícias da TV”, a história foi chamada de pião da propina, fazendo alusão ao Pião da Casa Própria) Marcelo Adnet e Marcius Melhem exibiam o sargento Alves apresentando um programa similar ao de Silvio Santos.

Globo
Foto: Reprodução

Logo em seguida, Marcius Melhem pediu que um soldado, que era interpretado por Adnet rodasse um pião para decidir quem pagaria 10% de propina à Polícia Militar: o aposentado, o traficante, um motoboy ou um deputado. Como resultado, o pião parou no parlamentar, gerando comemoração: “Deputado é o que mais paga propina“, dizia o personagem de Adnet.

No processo movido contra a emissora carioca, Boabaid pediu uma indenização de R$ 15 mil e retratação em horário nobre pela ofensa. Em sua argumentação, ele afirmou que o programa “denegriu (sic) a imagem de todos os policiais e políticos do Brasil” e que “as falas do programa são ofensivas e não entretenimento“.


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A justiça foi favorável a Rede Globo de Televisão e concordou com a defesa da emissora, que disse que a atração é um programa humorístico respaldado pela Constituição Federal que assegura a liberdade criativa de artistas e empresas, o que é indispensável para o gênero.

“Não se pode tomar como injuriosas ou danosas à honra da pessoa do autor, pois não houve alusão expressa ou direta à sua pessoa. E, mais do que isso, na hipótese, trata-se de evidente manifestação humorística, satírica e caricatural, sem a intenção de ofensa à personalidade do autor, aspectos estes que revelam o animus jocandi do quadro televisivo, a excluir a configuração do dano extrapatrimonial pleiteado“, afirmou o desembargador Sansão Saldanha, que julgou o caso.

Lucas Rosendohttps://www.cenariomt.com.br/futebol-ao-vivo/noticias-do-flamengo/
Jornalista rubro-negro, escreve diariamente para o portal CenárioMT tudo sobre o Flamengo: Jogos, contratações, treinos, bastidores, rumores, opinião, entre outros assuntos do dia a dia do clube.
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