36.1 C
Lucas do Rio Verde
domingo, 19 setembro, 2021
InícioECONOMIAVendas no comércio varejista caem 1,7% em junho, aponta IBGE

Vendas no comércio varejista caem 1,7% em junho, aponta IBGE

O gerente da pesquisa, Cristiano Santos, explicou que a queda no varejo pode ser um reflexo do aumento dos juros, que compromete a capacidade de consumo das famílias.
Por Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

As vendas do comércio varejista apresentaram queda de 1,7% em junho após registrar alta por dois meses seguidos. Foi a maior retração do ano e a segunda maior queda para um mês de junho em toda a série histórica, iniciada no ano 2000. Na passagem de maio para junho, a maior queda ocorreu em 2002, quando as vendas caíram 2%.

Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo com a queda, o varejo em junho ficou 2,6% acima do patamar pré-pandemia da covid-19, devido à recuperação ocorrida no segundo semestre do ano passado.


--Continua depois da publicidade--

O gerente da pesquisa, Cristiano Santos, explicou que a queda no varejo pode ser um reflexo do aumento dos juros, que compromete a capacidade de consumo das famílias.

“Em junho, já começa a ter alguns sinais de aumento de juros. A família tem algumas maneiras de fazer gastos, através de rendimentos habituais, de rendimentos extra habituais, de poupança ou de crédito. Então, à medida que os juros começam a crescer, o crédito começa a diminuir. Isso também rebate no indicador das vendas”, disse Cristiano.

De acordo com ele, o aumento da inflação também contribuiu para o resultado negativo do comércio.

“Também tem um certo cenário de inflação nesses resultados. Isso aparece quando a gente faz a comparação entre o resultado do volume de vendas, que teve queda de 1,7% em junho, e nas receitas ele foi 1,5% acima de maio. Essa invertida no valor nominal que a gente apura tem esse fenômeno das pressões inflacionárias”, explicou.


--Continua depois da publicidade--

Análise semestral

As vendas no comércio varejista fecharam o primeiro semestre do ano com alta de 6,7%, na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o resultado ficou negativo em 3,2%, com o início da pandemia da covid-19. Nos últimos 12 meses, a alta acumulada é de 5,9%.

De acordo com Cristiano, apesar da alta, o resultado deve ser considerado em perspectiva, tendo em vista a base de comparação negativa do primeiro semestre de 2020.

“A gente teve semestres muito destacados. A questão de novas restrições, que aconteceu no primeiro semestre de 2021, com relação a, por exemplo, abertura de lojas físicas, horário de funcionamento, isso tudo é um cenário mais ou menos o espelho do primeiro semestre de 2020, porque ele acaba por restringir essa oferta dessas lojas e acaba afetando a receita dessas empresas que tiveram essas restrições. Isso aconteceu, mas com amplitude menor agora no primeiro semestre de 2021”, disse.

Setores

Segundo o IBGE, entre as oito atividades investigadas pela pesquisa, cinco apresentaram queda de maio para junho. A mais intensa foi verificada em tecidos, vestuário e calçados, que caiu 3,6%, depois de crescer 16,3% em abril e 10,2% em maio.

O setor foi um dos mais afetados pela pandemia, com queda de 38,7% no primeiro semestre de 2020 e de 9,8% no segundo. A recuperação de 32,6% registrada nos seis primeiros meses do ano não foi o suficiente para alcançar o patamar pré-pandemia.

Também recuaram na passagem mensal os setores de outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,6%), combustíveis e lubrificantes (1,2%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,5%).

O setor de livros, jornais, revistas e papelaria cresceu 5% em junho, o terceiro resultado positivo seguido. Os aumentos não recuperaram as perdas da pandemia, e a queda acumulada de janeiro e junho é de 22,8%. No ano passado, o setor perdeu 28,8% no primeiro semestre e 32,7% no segundo, após um 2019 com grandes perdas também.

Também cresceram na comparação mensal as vendas de móveis e eletrodomésticos (1,6%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,4%).

Na comparação entre maio e junho de 2021, as vendas no varejo caíram em 18 das 27 unidades da federação. A maior queda foi no Amapá (16,7%), seguido de Rio Grande do Sul (5,1%) e Mato Grosso do Sul (4%). Os maiores crescimentos foram no Ceará (2,5%), Espírito Santo (2,2%) e Pará (1,9%).


--Continua depois da publicidade--

Gustavo Praiadohttps://www.cenariomt.com.br
Atualmente, trabalha na equipe do portal CenárioMT, produzindo conteúdo sobre economia, esportes e direitos da população brasileira, gosta de assistir séries, filmes de ação e de videogames. Editor também em conteúdos regionais, sempre atento as tendências que o internauta procura para ficar bem informado.

Redes sociais

107,326FãsCurtir
17,057SeguidoresSeguir
2,037SeguidoresSeguir

Lucas do Rio Verde

Lucas do Rio Verde
Bairro Jaime Seiti Fujii recebe revitalização da sinalização viária
setembro 19, 2021
Lucas do Rio Verde
Sistema Único de Saúde (SUS) completa 31 anos de existência neste domingo
setembro 19, 2021
Lucas do Rio Verde
Pouco mais de 40% dos cadastros de túmulos do Cemitério Municipal foram atualizados
setembro 18, 2021
Lucas do Rio Verde
Lucas do Rio Verde é destaque regional por trabalho desenvolvido pela saúde do homem
setembro 18, 2021