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quinta-feira, 25 fevereiro, 2021
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Energia mais cara: Centro-Oeste e Sudeste têm chuva abaixo da média em toda a última década

Por G1

A chuva nas regiões Sudeste e Centro-Oeste — onde estão as hidrelétricas responsáveis por mais da metade da energia gerada no país — ficou abaixo da média em todos os anos da última década, apontam dados do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), órgão ligado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

A falta de chuva nas duas regiões vem contribuindo para o encarecimento das contas de luz em todo o país.


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De acordo com a Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), entre 2011 e 2020 as tarifas de energia para consumidores residenciais tiveram aumento médio de 74,3%, passaram de R$ 331 para R$ 577 por megawatt-hora (MWh).

O abastecimento de água nessas duas regiões, que juntas concentram metade da população do país, também vem passando por dificuldades. Algumas cidades de São Paulo, por exemplo, enfrentaram racionamento.

Especialistas ouvidos avaliam que os dados merecem atenção e defendem ações para evitar uma nova crise.

Uma parte deles diz que os números apontam para risco de manutenção dessa tendência de chuvas abaixo da média nas duas regiões pelos próximos anos, mas outra afirma que não é possível fazer essa previsão e lista outros problemas que podem contribuir para o baixo nível dos reservatórios.


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Pesquisador do Grupo de Previsão Climática do Cptec, Leydson Galvíncio Dantas informou que a queda no volume de chuvas da última década pode estar relacionada com o aquecimento global, entre outros fatores.

“Na última década, as chuvas nas regiões Centro-Oeste e Sudeste se tornaram menos frequentes, com acumulado abaixo da climatologia [média]. Os possíveis fatores estão associados ao aumento da temperatura e concentração de CO2 na atmosfera, que altera o ciclo hidrológico da região e proporciona a ocorrência de eventos extremos que causam secas e inundações”, afirmou.

 

Para Dantas, outro fator, é a frequência dos eventos do fenômeno La Niña na última década, por dificultar o avanço das frentes frias nas duas regiões.

Segundo ele, a diferença entre a chuva esperada e a verificada nas duas regiões — que chegou a 591 mm no Centro-Oeste em 2015, e a 539 mm no Sudeste em 2014 – merece atenção do poder público.

“Essa diferença é considerável. E o mais preocupante é que temos anos seguidos com padrão similar, vários anos sem ter recarga das bacias. Dessa maneira, não tem como ter o armazenamento desejável nos reservatórios”, disse Dantas.

Fontes alternativas e térmicas a gás

Em entrevista, o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Carlos Ciocchi, afirmou que os dados sobre as chuvas no Sudeste e Centro-Oeste em poder da instituição “são coincidentes” com os apresentados pelo Cptec.

De acordo com Ciocchi, essa queda no volume de chuvas está sendo levada em consideração no planejamento energético.

Ele avalia que, apesar de se manter preponderante no país, a energia hidrelétrica vai parar de crescer nos próximos anos e a expansão da geração se dará por meio de parques eólicos e solares e de termelétricas, especialmente as movidas a gás natural.

“As termelétricas a gás natural, principalmente do pré-sal, são uma grande aposta e uma grande expectativa. Existem vários projetos e programas do governo, a política nacional de gás, e tudo isso me leva a crer que as condições para um aumento significativo desse gás natural como um combustível que vai facilitar a integração dessas energias renováveis [eólica e solar] são também uma grande aposta”, disse.



Dayelle Ribeirohttps://www.cenariomt.com.br
Redatora do portal CenárioMT
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