Com nova alíquota, preço do Etanol em Lucas do Rio Verde-MT chega a R$: 3,43 por litro

Com expectativa de novos aumentos, o consumidor deve pesquisar antes de abastecer

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Assim como todo o Estado de Mato Grosso, os motoristas Luverdenses estão sentindo no bolso o peso do aumento dos combustíveis, principalmente do Etanol, que teve reajuste a partir do dia 1º de janeiro.

Durante rápida pesquisa realizada em alguns postos de combustível em Lucas do Rio Verde-MT, o CenárioMT constatou que o preço por litro do Etanol varia de R$ 3,19 a R$ 3,43. A gasolina varia de R$ 4,79 a R$ 5,08.

Na capital Cuiabá-MT, o preço do Etanol, em alguns postos, chega a registrar R$ 3,00.

Com expectativa de novos aumentos, o consumidor deve pesquisar promoções antes de abastecer e buscar alternativas para usar menos seus veículos.

 

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Em nota, divulgada nessa terça-feira (07) o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo), pontua que os aumentos não podem ser culpa dos postos. O mercado é formado por diversos agentes, portanto, os postos definem seus preços tendo como referência os preços de custo operacional junto às usinas e distribuidoras.

Ainda de acordo com o Sindipetróleo, somente nesta semana os reajustes em algumas distribuidoras ultrapassaram 5%.

Outro fator a ser considerado e que impacta diretamente no preço final do Etanol em Mato Grosso, é o reajuste de 10% para 12,5%, da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o combustível, decretado pelo Governo do Estado e que passou a valor já no dia 1º de janeiro. De acordo com o governo, Mato Grosso tem a segunda menor alíquota do país, atrás apenas de São Paulo, que pratica o percentual de 12%.

Por que o etanol sobe em Mato Grosso?

O preço do litro do etanol tem tido reajustes em diversos Estados, mas em Mato Grosso a alta é ainda maior. Nas explicações a seguir, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo) pontua que os aumentos não podem ser culpa dos postos. O mercado é formado por diversos agentes, portanto, os postos definem seus preços tendo como referência os preços de custo operacional junto às usinas e distribuidoras.

Na tabela abaixo é possível comparar os preços e reajustes ocorridos nas usinas aqui com os realizados em São Paulo, estado que, assim como Mato Grosso, também é grande produtor de cana-de-açúcar.

A assessoria de Comunicação do Sindicato entrou em contato com revendedores que apresentaram notas fiscais de aquisição de combustíveis juntos às distribuidoras. Somente nesta semana os reajustes em algumas distribuidoras ultrapassaram 5%.

Um revendedor de Cuiabá divulgou que nas distribuidoras, os preços do litro hoje estão entre R$ 2,82 e R$ 2,87. No dia 1° os preços variaram entre R$ 2,66 a R$ 2,76.

Outro impacto a ser considerado é a cobrança de ICMS pelo governo do Estado através do chamado preço de pauta. O imposto não é cobrado sobre a base do preço de produção dos combustíveis e sim sobre o preço final de comercialização à pessoa física. Nos últimos 30 dias, o preço de pauta saltou de R$ 2,65 para R$ 2,86, uma alta considerável no imposto pago independente do preço do cobrado na bomba.

Estas informações demonstram que os postos apenas repassam os reajustes que ocorreram por conta do aumento de impostos nas usinas e também por conta de reajustes nos demais elos da cadeia. Portanto, os postos revendedores de combustíveis, apenas repassam os reajustes e ainda assim mantém uma margem de lucro muito pequena.

 

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Amazonia 03 de Junho