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segunda-feira, 26 julho, 2021
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Beber café pode reduzir o risco de doença no fígado

Por METRÓPOLES

O café é uma das bebidas mais consumidas no mundo. E agora, uma nova pesquisa realizada na Inglaterra sugere que a infusão pode estar associada a uma menor chance de desenvolver ou morrer de doença hepática crônica. O estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade de Southampton, foi publicado nesta terça-feira (22/6) no periódico BMC Public Health.

A doença hepática crônica é uma causa crescente de morbidade e mortalidade em todo o mundo, particularmente em países de baixa a média renda com alta carga de doenças e disponibilidade limitada de tratamento.


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O consumo de café tem sido associado a taxas mais baixas da doença, mas pouco se sabe sobre os efeitos dos diferentes tipos de café, que variam nas suas composições químicas. A pesquisa da Universidade de Southampton teve como objetivo investigar as associações com o consumo de café, incluindo café descafeinado, solúvel e moído.

“O trabalho confirmou que, em uma grande parcela de pessoas do Reino Unido, o consumo de café parece proteger contra doenças graves do fígado”, disse o professor Paul Roderick, co-autor do estudo.

Roderick e seus colegas analisaram dados de 494.585 participantes do Biobank do Reino Unido – um projeto desenvolvido para ajudar a desvendar os fatores genéticos e ambientais associados à saúde da população britânica.

Todos os participantes tinham entre 40 e 69 anos quando se inscreveram no projeto, com 384.818 dizendo que eram bebedores de café no início, em comparação com 109.767 que não consumiam a bebida.


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A equipe analisou a saúde do fígado dos participantes durante um período de quase 11 anos, encontrando 3,6 mil casos de doença hepática crônica, com 301 mortes e 1.839 casos de doença hepática gordurosa simples.

A análise revelou que depois de levar em consideração fatores como índice de massa corporal, consumo de álcool e tabagismo, aqueles que bebiam qualquer quantidade de café, e de qualquer tipo, tinham um risco 20% menor de desenvolver doença hepática crônica ou doença hepática gordurosa (tomados em conjunto) do que aqueles que não consumiram a bebida. Os bebedores de café também tiveram um risco 49% menor de morrer de doença hepática crônica.

A equipe disse que a magnitude do efeito aumentou com a quantidade de café consumida, até cerca de três a quatro xícaras por dia, “além da qual novos aumentos no consumo não trouxeram nenhum benefício adicional”.

Uma redução no risco também foi encontrada quando o café instantâneo, descafeínado e moído foram considerados separadamente – embora este último esteja relacionado ao maior efeito.

No entanto, o estudo tem limitações, incluindo que não se pode provar que o café em si reduz o risco de doença hepática crônica, uma vez que os participantes foram questionados sobre seus hábitos de consumo de café em um determinado momento.

Rebeca Moraeshttps://www.cenariomt.com.br
Redatora do portal CenárioMT, escreve diariamente as principais notícias que movimentam o cotidiano das cidades de Mato Grosso.
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