22.5 C
Lucas do Rio Verde
domingo, 16 maio, 2021
InícioECONOMIAAlta dos juros pode se tornar ineficaz para controlar a inflação; entenda

Alta dos juros pode se tornar ineficaz para controlar a inflação; entenda

Por GloboNews e G1

A alta dos juros pode ser insuficiente para controlar a inflação no Brasil. Sem corrigir os rumos das contas públicas, alguns analistas alertam que o país pode ver a política monetária perder eficácia. Ou até caminhar para um cenário pior: entrar num quadro de dominância fiscal.

A forma tradicional de o Banco Central controlar a inflação é pelo aumento da taxa básica de juros. Na prática, a alta da Selic encarece o custo do crédito para famílias e empresas, o que contribui para ‘esfriar’ a atividade econômica e, consequentemente, a inflação tende a perder força – menos investimentos e menos consumo desincentivam a alta de preços.


--Continua depois da publicidade--

Mas o que é a dominância fiscal?

Em um cenário de dominância fiscal, a desordem das contas públicas faz com que a alta dos juros não tenha o efeito esperado – ou seja, a crise fiscal passa a dominar a política econômica do país.

Nesse ciclo perverso, o aumento da Selic não tem o efeito esperado sobre o controle da inflação. Em vez disso, ele eleva o endividamento do país e afugenta os investidores, diante do medo de insolvência – o que provoca a desvalorização do real e, consequentemente, contribui para o aumento dos preços, num efeito oposto ao desejado.

Por ora, os economistas dizem que o Brasil não vive um quadro de dominância fiscal, mas o debate sobre a possibilidade desse cenário se concretizar ganhou força depois da aprovação do Orçamento pelo Congresso Nacional. O texto foi classificado pelos economistas como uma peça de ficção.


--Continua depois da publicidade--

“Eu não diria que o país está na antessala da dominância fiscal, mas o risco de caminhar nessa direção é muito grande”, afirma José Júlio Senna, chefe do Centro de Estudos Monetário do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas.

 

“Na verdade, o país já está caminhando (para a dominância fiscal) e o que precisa acontecer é um desvio de rota”, acrescenta o economista, que também foi diretor do Banco Central.

A principal questão envolvendo o texto do Orçamento, que ainda precisa ser sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro, é que ele subestimou os gastos obrigatórios. Ou seja, da forma como a peça foi aprovada pelo Congresso, faltam recursos para pagar as despesas básicas do governo.

Na terça-feira (6), o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reconheceu que a aprovação do Orçamento criou uma incerteza no mercado financeiro.

“Eu não acho que esse seja o caso do Brasil neste momento (estar na dominância fiscal). O país teve sim um piora substancial do tamanho da dívida e também da sua estrutura. Hoje, a dívida é mais curta e mais dependente da taxa Selic”, afirma Solange Srour, economista-chefe do banco Credit Suisse.

“Mas a gente não vê nenhuma fuga de capitais ou as expectativas (de inflação) desancorando. Um país em dominância fiscal já esgotou os caminhos para colocar as contas públicas em ordem. O Brasil está longe de ter esgotado”, diz a economista.


Dayelle Ribeirohttps://www.cenariomt.com.br
Redatora do portal CenárioMT
- Publicidade -

Últimas no CenárioMT

Lucas do Rio Verde

SÃO E SALVO
Em ação rápida, bombeiros resgatam cachorro preso debaixo de contêiner em Lucas do Rio Verde
maio 16, 2021
CLASSIFICADO
Grupo Santos volta a vencer Sorriso e garante vaga na próxima fase da Copa do Brasil
maio 16, 2021