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terça-feira, 21 setembro, 2021
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O desespero é o cérebro procurando meios de superar a dor.

Por Fabiano de Abreu

O desespero é o sinal do cérebro procurando meios para superar a dor.

Quando algo parece estar perdido, o cérebro começa a enviar sinais para que passamos a utilizar a nossa habilidade mental, através da inteligência criativa para buscar soluções para viabilizar o que queremos, e assim, nos motivamos a procurar novas ideias.


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Se perdemos alguém que amamos, encontramos amparo na esperança de que essa pessoa está em paz e em um bom lugar, mesmo que não acreditemos que exista um outro lugar.

Quando perdemos um amor, o cérebro começa a esperançar por encontrar um novo amor.

Se perdemos um bem material que tanto gostamos, nos concentramos em amealhar, através de alguma atividade laboral, novos recursos financeiros para repor o que nos foi subtraído.

E mesmo diante da finitude, que levará inevitavelmente um ente querido, e a nós mesmos, procuramos a possibilidade de nos aliviar num profundo respirar, diante daquela árvore que faz sombra e nos acolhe, no silêncio que tanto comunica.


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Buscamos no encontro com a natureza algo familiar que nos conforte. Buscamos em uma outra pessoa uma palavra amiga. Buscamos em outros projetos o renovar das nossas esperanças.

O cérebro não encontra limites no desespero, ele busca soluções. Desespera-se, exaspera-se e busca em algo novo, um possível alívio que o faz suportar a dor.

O cérebro não substitui coisas e pessoas, mas busca soluções para superar a dor, trazendo novas sugestões que nos dê suporte emocional, para que possamos dar novo sentido à vida.

Não nos preparamos para perder qualquer coisa que seja, mas quando estamos em desespero, buscamos, mesmo que inconscientemente, a paz do EU, para eliminar de vez e liquidar a dor da perda.

Não desistimos sem ao menos tentar desviar o foco dessa dor que é inevitável, para não declinar sobre a mesma linha de memória, que nos derruba num fim determinado.

A aversão à tristeza, busca na troca de pensamento uma saída para aliviar a carga, daquilo que acreditamos não conseguir suportar.

Permitimos que o instinto apurando traga a sustentação, para podermos seguir a vida como um organismo que determina a permanência e seguir em frente sem pensar nos obstáculos.

O limite de nossas conexões neuronais, está na incapacidade de lidar com o que não se pode resolver de imediato, contornando as adversidades para sobreviver.


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As células que não conduzimos, nos guiam, para que permaneçamos de pé, para que possamos suportar a dor da perda, e assim elas se alimentarem até o resto do corpo não aguentar.

Vamos definhar nessa oscilação inconstante do pensar, guiado pela emoção que sem razão nos coloca a declinar.

Nossa natureza não poderia suportar as dores que criamos, nem a que não controlamos, sem poder acreditar que o fim é determinado e que não há um outro lugar que possa o pensamento trazer o alívio, nos mantendo perdidos em nossas ruminações.

O cérebro nos faz esperançar por dias melhores.


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O cérebro saudável traz equilíbrio no uso da emoção e da razão, no planejamento e execução, para que possamos transcorrer no tempo, guardando memória de experiências positivas para retirar lição para as novas fases, idades e etapas até findar a existência.

Por tanto, quando o desespero bater, não se entregue a prostração porque o desespero é um sinal de que o cérebro está a buscar meios para superar a dor. Permita que ele trabalhe em paz. E o conforto para essa dor virá.

Sobre o autor do texto: Dr. Fabiano de Abreu

Facebook:https://www.facebook.com/FabianodeAbreuOficial/
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Fabiano de Abreuhttps://www.cenariomt.com.br/coluna-do-fabiano-de-abreu/
Colunista do CenárioMT, Fabiano de Abreu é membro da Mensa, associação de pessoas mais inteligentes do mundo com sede na Inglaterra conseguindo alcançar o maior QI registrado com 99 de percentil o que equivale em numeral a um QI acima de 180 para valores europeus e 150 para o Brasil. Especialista em estudos da mente humana, é membro e sócio da CPAH – Centro de Pesquisas e Análises Heráclito, com sede no Brasil e unidade em Portugal.

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