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domingo, 01 agosto, 2021
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Vendedor da Davati nega relação prévia e diz ter sido procurado por Dominghetti para negociar vacina

Por Marcela Mattos e Sara Resende, G1 e TV Globo

O representante comercial da Davati Medical Supply Cristiano Carvalho afirmou nesta quinta-feira (15), em depoimento à CPI da Covid, que foi procurado pelo policial militar e autointitulado vendedor de vacinas Luiz Paulo Dominghetti em janeiro deste ano – e que o PM já tinha o intuito de negociar doses do imunizante.

Carvalho diz que, até o início do ano, sequer conhecia Dominghetti. Essa versão entra em conflito com o depoimento do próprio PM, que disse à CPI ter sido designado pela empresa norte-americana Davati para negociar lotes de vacinas no Brasil.


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“Eu conheci o senhor Dominghetti através de um colega em comum, o Rafael Alves […] no início de janeiro, primeira quinzena de janeiro, aproximadamente. Que ele tinha uma demanda de vacinas do Ministério da Saúde, e até então eu não falei com ele. Eu só vim a ter contato telefônico com ele no dia 10 de fevereiro, até então ele tratava com o Rafael Alves”, diz Carvalho.

“Eu sempre fui incrédulo da situação da venda, comercialização de vacinas. Nunca dei muita atenção para isso, comecei a dar um pouco de atenção quando começaram a chegar a mim contatos oficiais do Ministério da Saúde, e-mails, telefonemas. Aí, comecei a dar maior atenção”, afirma.

 

Carvalho foi questionado então pelo relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), se a proposta de vender vacinas ao Ministério da Saúde chegou a ele pelas mãos de Dominghetti. O vendedor da Davati confirmou.

“Sim, senhor. Ele já tinha uma parceria com a Senah, Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários, e eles estavam buscando um fornecedor no exterior para sanar essa demanda que eles tinham entre eles. Precisamente como eles se conheceram, como chegaram um ao outro, vou ser bem sincero a Vossa Excelência que não tenho como dizer”, diz.

 

A empresa Davati entrou no radar da CPI da Covid porque Dominghetti denunciou ao jornal “Folha de S. Paulo”, no fim de junho, uma suposta cobrança de propina no Ministério da Saúde em um contrato de vacinas.


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Já a Senah, uma organização privada, teria sido autorizada pelo então diretor de Imunização do Ministério da Saúde, Laurício Cruz, a negociar vacinas com a Davati. O fundador da Senah, reverendo Amilton de Paula, teria feito uma ponte entre a Davati e o presidente Jair Bolsonaro. O reverendo evangélico já foi convocado a depor à CPI da Covid.

Segundo Dominghetti, que se diz representante da Davati, o então diretor de Logística do Ministério da Saúde, Rodrigo Dias, pediu propina de US$ 1 por dose de vacina da empresa Astrazeneca ao negociar um contrato de compra de 400 milhões de doses.

A Davati seria uma intermediária dessa transação, de acordo com Dominghetti. A empresa, no entanto, informou que Dominghetti é um “vendedor autônomo” e negou ter convênio para venda da vacina da AstraZeneca. Em nota, a AstraZeneca afirmou que não tem um intermediário no Brasil.

Dias, exonerado do cargo no mesmo dia em que surgiram as denúncias, já prestou depoimento à CPI e negou ter pedido propina, afirmando que Dominghetti é um “picareta”.

Rebeca Moraeshttps://www.cenariomt.com.br
Redatora do portal CenárioMT, escreve diariamente as principais notícias que movimentam o cotidiano das cidades de Mato Grosso.
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