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domingo, 20 junho, 2021
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Queiroga contradiz versão anterior e afirma que foi dele decisão de não efetivar Luana Araújo

Por G1

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta terça-feira à CPI da Covid que a decisão de não nomear a infectologista Luana Araújo para um cargo no ministério foi dele.

Em depoimento à CPI na semana passada, Luana disse que Queiroga havia lhe comunicado que seu nome não seria aprovado no governo, por isso ele não a efetivaria.


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No início da gestão de Queiroga, ele anunciou Luana como a futura secretária da Secretaria de Enfrentamento à Covid. Ela trabalhou 10 dias sem ser nomeada. Depois, recebeu a notícia de que não seria efetivada.

Nesse intervalo, foram reveladas na imprensa manifestações anteriores da infectologista contra ideias defendidas pelo presidente Jair Bolsonaro, como o “tratamento precoce”‘, que não tem eficácia contra a Covid.

Nesta terça, Queiroga diz que partiu dele a decisão de tirar Luana da equipe.

“Eu entendi que, naquele momento, a despeito da qualificação que a dra. Luana tem, não seria importante a presença dela para contribuir para harmonização desse contexto. Então, no ato discricionário do ministro, decidi não efetivar a sua nomeação”, afirmou Queiroga.

No dia 26 de maio, na Câmara, Queiroga também falou sobre a dispensa de Luana. Na ocasião, ele disse que para uma pessoa ser efetivada são necessárias a validação “técnica” e a “política”.


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“A doutora Luana Araújo é uma pessoa qualificada que tem condições técnicas para exercer qualquer função pública e nós encaminhamos. Ela não foi nomeada. Nós vivemos um regime presidencialista. Eu fui indicado por quem? Por quem é de direito, presidente da República. E é necessário que exista validação técnica e que exista também validação política”, afirmou o ministro há duas semanas.

Reação dos senadores

 

Os senadores da comissão começaram a relembrar a diferença entre a fala de Luana e a de Queiroga.

“Alguém mentiu. Ou o senhor ou ela”, afirmou Eliziane Gama (Cidadania-MA).

No Twitter, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) disse que “dá tristeza” ver um médico com carreira de 30 anos mentir para se manter no ministério. Ele mencionou a fala de Queiroga na Câmara.

“Dá tristeza ver um cidadão com mais de 30 anos de carreira na medicina se sujeitar a mentir desse jeito para se agarrar a um cargo de ministro. Queiroga tenta assumir a negativa de nomeação da Dra Luana como opção sua. Ele mesmo apontou para o presidente em declaração anterior”, disse o senador.

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), disse para Queiroga que se o ministro não quisesse trabalhar com Luana, não teria nem anunciado o nome da infectologista.

“Ministro, o senhor me desculpe. Vossa Excelência esteve aqui e disse que tinha autonomia no ministério, convida uma pessoa para trabalhar com o senhor. Se o senhor não quisesse ela, não teria nem encaminhado para a Casa Civil. Depois que o senhor encaminha para a Casa Civil que o senhor vai ver que tem divergência?”, questionou Omar.

Integrantes da comissão insistiram em saber de Queiroga se houve algum veto ao nome de Luana por parte do Palácio do Planalto.


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“Senador, eu volto a esclarecer, não houve óbices formais da Secretaria de Governo e da Casa Civil. Não houve óbices formais”, respondeu o ministro.

O que Luana disse

Questionada pela CPI na semana passada sobre as circunstâncias que a levaram a não ser efetivada no cargo, a infectologista respondeu:

“O ministro, com toda hombridade que ele teve ao me chamar, ao fazer o convite, me chamou ao final e disse que lamentava, mas que a minha nomeação não sairia, que meu nome não teria sido aprovado”, disse Luana.

Após ser questionada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) se a decisão de não nomeá-la teria partido de Queiroga, Luana disse que o ministro demonstrou “pesar” e que “não teria lógica” se a decisão tivesse partido dele.

“Não sei se foi uma instância superior, o que eu posso dizer é que não me parece ter sido dele, não teria lógica. Isso ficou claro para mim. Não existe razão para que a gente chegasse naquele ponto, e naquela circunstância, e naquele pesar se isso fosse uma decisão privada, assim, única e exclusivamente dele, eu não vejo razão para isso ter acontecido”, afirmou.


Rebeca Moraeshttps://www.cenariomt.com.br
Redatora do portal CenárioMT, escreve diariamente as principais notícias que movimentam o cotidiano das cidades de Mato Grosso.
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