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domingo, 16 maio, 2021
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Governo teme manifestações no Brasil semelhantes às do Chile

Por CenárioMT - Gau Figueirêdo

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou em visita a China que mesmo que o direito ao protesto seja uma garantia prevista na Constituição só considera como atos legitimados quando a reivindicação respeita o direito do próximo.

Bolsonaro classificou os recentes protestos ocorridos no Chile como “atos terroristas” e declarou “Praticamente todos os países que compõem a América do Sul tiveram problema. E o do Chile é gravíssimo, gravíssimo. Aquilo não é uma manifestação e nem reivindicação. Eles são atos terroristas”, declarou aos jornalistas durante entrevista concedida em Pequim.


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O presidente declarou que mantém conversas diretas com o Ministério da Defesa para que, além de maior monitoramento, as tropas estejam preparadas para reprimir manifestos semelhantes aos que ocorrem no Chile, aqui no Brasil. Ele disse “Tenho conversado com a Defesa nesse sentido, a tropa tem que estar preparada porque se for acionada um dos três poderes de acordo com o artigo 142 estaremos em condição de manter a lei e a ordem”.

Além disso, Bolsonaro disse que recebeu vários informativos sobre a organização dos manifestantes e até mesmo possíveis reuniões e atos preparatórios para uma atuação contrária ao governo que ele considera “não legais”.

Protestos no Chile

Os recentes protestos no Chile se intensificaram nos últimos dias. A onda de manifestações é uma consequência natural da insatisfação popular que teve seu início percebido através de uma recomendação de um painel de especialistas em transporte público. O governo chileno decidiu aumentar o preço das passagens de metrô. Os estudantes começaram a protestar ao pular as catracas de entrada nas plataformas do metrô sem pagar a passagem.


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Gerou-se uma onda de saques e ataques a estabelecimentos públicos. O presidente do país, Sebastián Piñera, chegou a declarar estado de emergência. Além disso houve vários toques de recolher. Por ora, os protestos e manifestações já completaram uma semana e, até o momento, o número de mortos alcançou 18 pessoas, incluindo um garoto de apenas 4 anos.

Os especialistas observam semelhanças entre os protestos ocasionados no Chile com as manifestações realizadas no Brasil em 2013, as quais tiveram início parecidos. A revolta começou com o aumento do preço de passagens em São Paulo, cujo episódio ficou conhecido como “Manifestações dos 20 centavos”, “Manifestações de junho” e “Jornadas de junho”.

A mobilização atingiu várias capitais brasileiras e o episódio se tornou a maior manifestação registrada no país desde o movimento popular de impeachment, em 1992, contra o até então presidente da República, Fernando Collor de Mello.

O possível temor de Bolsonaro contra movimentos semelhantes ao Chile se deve ao fato de que, em 2013, os manifestos acabaram culminado no impeachment da então presidente Dilma Rousseff.

Devido as recentes crises econômicas e políticas que o Brasil enfrenta, o descontentamento da população com o governo de Jair Bolsonaro pode implodir um movimento de violência e consequências diversas.

Ecoterrorismo: vazamento de óleo

Bolsonaro ainda classificou o episódio do vazamento de petróleo na costa brasileira que avança para a região sudeste como um ato terrorista. Ele acredita que é totalmente intencional.

A declaração do presidente foi dada após ele ser questionado a respeito de uma publicação feita pelo Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que vinculou o Greenpeace ao episódio.

O presidente afirmou que a instituição internacional “Só atrapalha o governo”, e declarou “esse Greenpeace só nos atrapalha. Eu não sei o que o Sales falou, tem que conversar com ele para entrar nos detalhes, mas o Greenpeace só nos atrapalha e não nos ajuda em nada”.

Na quarta-feira, dia 23, Jair Bolsonaro publicou uma mensagem em seu Twitter incitando uma possível “Teoria da Conspiração” sobre o vazamento de óleo e os problemas políticos e econômicos da Venezuela. Ele disse “é no mínimo estranho o silêncio de ONGs e a esquerda brasileira sobre o óleo presente nas praias do Nordeste. O apoio desses partidos ao ditador Nicolás Maduro fortalece a tese de que há um derramamento criminoso”, tuitou.

Já nesta quinta-feira, dia 24, após as insinuações realizadas por Ricardo Salles a respeito de ecoterrorismo, o Greenpeace emitiu uma nota para afirmar que “enquanto o óleo continua atingindo as praias do nordeste brasileiro, o Ministro Ricardo Salles nos ataca com insinuações de que seríamos os responsáveis pelo desastre ecológico, trata-se novamente de uma mentira para se criar uma espécie de cortina de fumaça com o intuito de esconder a incapacidade de Sales em lidar com a situação” e continua “O Greenpeace tomará todas as medidas legais cabíveis contra as declarações proferidas pelo Ministro”, e ainda salientou que as autoridades precisam assumir a responsabilidade e responder pelo Estado de direito dos seus atos.

Em entrevista ao Jornal Estado de São Paulo, Márcio Astrini, coordenador de políticas públicas do Greenpeace afirmou que “iremos à Justiça contra as falsas declarações realizadas pelo Ministro”, sinalizou.

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