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sábado, 10 abril, 2021
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Hospital no Espírito Santo estuda uso de laser no tratamento de Covid-19

Representante do Ministério da Saúde destaca que adoção de tratamentos deve ser baseada em evidências científicas
Por Redaçao CenarioMT com inf. Ag camara

A comissão externa da Câmara dos Deputados criada para acompanhar o enfrentamento à pandemia de Covid-19 se reuniu nesta quinta-feira (8) para ouvir médicos do Hospital Meridional Serra no Espírito Santo sobre o uso do laser de alta intensidade no tratamento da doença.

O angiologista Fábio Pereira falou sobre as vantagens do uso da tecnologia para os pacientes com Covid-19. Segundo ele, o laser age através da bioestimulação sobre o edema e a inflamação pulmonar e seu uso pode garantir uma melhor resposta dos pacientes. “Através do uso do laser de alta intensidade indicado para os pacientes com pneumonia por Covid-19 para acelerar a melhora dos sinais e sintomas, reduzir a necessidade e o tempo de dependência de oxigênio nasal, inclusive a necessidade de ventilação mecânica invasiva e assim poder reduzir a demanda por cuidados de internação hospitalar e principalmente de internação de UTI”.


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De acordo com Fábio Pereira, o laser é um tratamento indolor, rápido e sem contato com o paciente. É facilmente aplicado em larga escala, uma vez que um mesmo equipamento pode atender até 100 pacientes por dia.

A autora do requerimento para a realização da reunião, deputada Soraya Manato (PSL-ES) afirmou que no pico da pandemia pelo qual o País está passando é preciso tomar conhecimento de experiências como a do Hospital Meridional Serra.

Evidências Científicas
A representante do Ministério da Saúde, Priscila Louly, lembrou que existem vários tratamentos em uso para enfrentamento da Covid-19 no mundo, mas no Brasil até o momento apenas o medicamento Rendesevir, um antiviral multivalente, foi aprovado pela Anvisa, e tem se mostrado eficiente na redução do tempo de internação para adultos e crianças com mais de 12 anos.

Ela destacou que outros medicamentos já foram aprovados nos Estados Unidos para uso emergencial, mas nenhum deles tem estudos robustos sobre sua eficácia. “O uso dos medicamentos sempre é pautado na evidência científica, mas sempre tentando observar a relação risco/benefício de se oferecer um possível medicamento, um tratamento promissor e que possa sim ser benéfico para os pacientes”.


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Reportagem – Karla Alessandra
Edição – Geórgia Moraes


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