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sábado, 25 setembro, 2021
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CRE quer parlamentos sul-americanos liderando integração no continente

A Comissão de Relações Exteriores do Senado (CRE) é presidida por Kátia Abreu
Por CenárioMT com inf. Agência Senado

A Comissão de Relações Exteriores do Senado (CRE) promoveu nesta quinta-feira (26) um encontro virtual entre parlamentares da América do Sul para discutir as perspectivas de integração econômica no continente. A presidente da CRE, senadora Kátia Abreu (PP-TO), avaliou o encontro como uma oportunidade para os parlamentos sul-americanos tomarem a liderança na união entre os países.

— Sei que essa é a função dos governos, mas tenho a convicção de que, comprometidos, podemos, por meio dos parlamentos, fortalecer essa união em vários aspectos. Somos uma região invejada pelo mundo, temos que unir nossas forças.


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Os parlamentares que participaram do encontro são presidentes ou membros de comissões equivalentes à CRE nos parlamentos de seus respectivos países. Estiveram presentes congressistas de Equador, Peru, Suriname e Venezuela (países onde o parlamento é unicameral) e senadores de Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai. Representantes de Bolívia, Colômbia e Guiana, embora confirmados, não conseguiram participar da reunião por problemas de conexão.

A carência de mecanismos de integração foi uma preocupação expressada pelos convidados. O senador uruguaio Eduardo Bonomi destacou que existem agendas de projetos comuns entre os países, especialmente na área de infraestrutura, mas muitos deles estão paralisados.

Já Jorge Pizarro, que é vice-presidente do Senado do Chile, lamentou dificuldades de organização que levam a “frustrações” nos esforços multilaterais.

— Infelizmente o tema da integração está debilitado. Não temos instâncias inter-regionais que tenham eficácia em suas ações. Os organismos internacionais têm muitas dificuldades.


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Infraestrutura

A cooperação econômica entre os países sul-americanos foi o ponto de maior concordância. A senadora Kátia Abreu citou projetos internacionais em andamento — como o corredor ferroviário bioceânico, ligando o Atlântico na costa brasileira ao Pacífico na costa chilena — e destacou a capacidade agropecuária da América do Sul. Para ela, os países do continente têm o potencial de constituir uma “Opep dos alimentos” (uma referência à Organização dos Países Produtores de Petróleo).

— Somos o celeiro do mundo. Nossa região tem água e terra em abundância. Por isso estão sempre prevendo que vamos ajudar o resto o mundo. Podemos aumentar a nossa produção exportada de alimentos? Vamos conseguir? Como vamos fazer? — questionou ela.

A senadora fez referência a uma estimativa da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) que previu uma expansão de 31% na produção alimentícia da América do Sul nos próximos dez anos. Os parlamentares discutiram formas de concretizar essa estimativa e de alcançar um número ainda maior de mercados mundiais.

Para o senador argentino Adolfo Rodríguez Saá — que foi presidente interino da Argentina em 2001 — a chave está no fortalecimento do Mercosul e na finalização de acordos comerciais que estão sendo negociados. Ele observou que esses acordos, se sacramentados, facilitarão os negócios do bloco com um número de países que perfazem 30% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e reúnem mais de 2 bilhões de habitantes. O mais importante desses acordos envolve a União Europeia.

— Para potencializar as oportunidades das nossas exportações e a nossa inserção na cadeia mundial, a infraestrutura cumpre papel de grande relevância.

A senadora Kátia Abreu mencionou também a possibilidade de usar o Novo Banco de Desenvolvimento, ligado ao bloco dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), para atrair investimentos para a América do Sul. Esse banco não pode emprestar para países que não compõem o bloco, mas, segundo ela, o Brasil pode ser a ponte para que isso aconteça. O atual presidente da instituição é o brasileiro Marcos Troyjo, ex-secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia.

Imigração

O congressista equatoriano Juan Fernando Flores trouxe para a reunião o tema da imigração, observando que a comunidade sul-americana é constituída em grande parte por imigrantes. Ele pediu que os países enfrentem com “franqueza” os assuntos de instabilidade política na região e trabalhem para garantir passagem segura através de suas fronteiras para todos os cidadãos. No parlamento do Equador, a comissão responsável pelas relações internacionais também inclui o tema “mobilidade humana”.

Kátia Abreu concordou com a importância do tema, ressaltando que os investimentos “se afastam” de onde há instabilidade política.


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Na mesma discussão, o congressista peruano Ernesto Bustamante defendeu a convivência harmônica entre os países com o fortalecimento das soberanias nacionais. Ele pontuou que os países sul-americanos precisam se posicionar “com firmeza” pela democracia e pelos direitos humanos e disse que alguns regimes atuais precisam “voltar para o respeito à vida”.

— Há ideologias autoritárias que pretendem estender [aos outros países] estilos de governo que não respeitam as práticas democráticas.

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