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sábado, 12 junho, 2021
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CPI pode investigar ministério paralelo e quebrar sigilos de Carlos Bolsonaro

Renan Calheiros, relator da CPI, e Alessandro Vieira, autor de requerimento para quebra de sigilos do vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro.
Por CenárioMT com inf. Agência Senado

A CPI da Pandemia deve investigar a existência de um possível “ministério paralelo da saúde”, que teria atuado junto ao governo federal na defesa de medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19. Um conjunto de requerimentos apresentados nesta semana prevê a convocação e a quebra de sigilo do empresário Carlos Wizard e do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Os pedidos são assinados pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que sugere a quebra dos sigilos telefônico, fiscal, bancário e telemático do empresário e do vereador. O parlamentar requer, por exemplo, a transferência de informações de plataformas como Google, WhatsApp, Facebook, Instagram, Messenger e Apple, além de dados mantidos pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro.


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Segundo Alessandro Vieira, Carlos Wizard seria um dos financiadores do “ministério paralelo da saúde”. Ao lado da médica Nise Yamaguchi, o empresário teria tentado alterar a bula da cloroquina por meio de decreto presidencial para incluir o tratamento contra a covid-19.

“Wizard defendeu publicamente o tratamento precoce contra o coronavírus e se posicionou contrariamente a medidas de confinamento, havendo indícios de que tenha mobilizado recursos financeiros para fortalecer a aceitação das medidas que o presidente da República julgava adequadas, mesmo sem qualquer comprovação científica”, argumenta Alessandro.

O parlamentar quer investigar ainda a participação de Carlos Bolsonaro em uma reunião com representantes da Pfizer no Palácio do Planalto. “Causa espécie o fato de um vereador ser chamado a participar e opinar em decisões que devem ser tomadas pelo governo federal, com o apoio de especialistas em saúde. Faz-se necessário avaliar a movimentação financeira de Carlos Bolsonaro desde o início da pandemia, aferindo-se se houve acréscimo em seu patrimônio que tenha sido compatível com a sua capacidade econômica, de modo a afastar qualquer dúvida a respeito de eventual locupletamento ilícito”, afirma o senador.

Alessandro Vieira sugere ainda a convocação de Shirley Meschke e Eliza Samartini, diretora jurídica e gerente de relações governamentais da Pfizer, respectivamente. Elas teriam participado do encontro com Carlos Bolsonaro e com o ex-secretário de Comunicação da Presidência da República Fabio Wajngarten no Palácio do Planalto. Em outro requerimento, o senador defende a quebra dos sigilos telefônico, fiscal, bancário e telemático do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que presta depoimento à CPI da Pandemia nesta quarta-feira (19).


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Drauzio Varela

O senador Marcos Rogério (DEM-RO) apresentou na segunda-feira (17) requerimento para a convocação do médico Drauzio Varela. De acordo com o parlamentar, o objetivo é esclarecer a atuação do oncologista “na disseminação de informações contraditórias sobre a pandemia da covid-19”.

Marcos Rogério lembra que, em janeiro do ano passado, Drauzio Varela afirmou que o coronavírus não tinha “potencial de catástrofe”. “De cada cem pessoas que pegam o vírus, 80% a 90% das pessoas têm um ‘resfriadinho’ de nada”, afirmou o médico na ocasião. Em novo vídeo divulgado em março, Drauzio Varela reconhece a gravidade da situação provocada pela covid-19.

Marcos Rogério recomenda ainda que a CPI da Pandemia convide para depor o médico Paulo Porto de Melo. Em sessão temática do Senado, Melo disse que o Brasil estaria na vanguarda do enfrentamento da pandemia com o uso medicamentoso da ivermectina e da hidroxicloroquina.

“Paulo Porto de Melo defende a autonomia dos médicos em indicarem o tratamento necessário para cada quadro clínico dos pacientes com covid-19 e afirma que a politização sobre o tema está presente em muitos debates”, argumenta o parlamentar na justificativa.

Até a manhã desta terça-feira (18), 278 requerimentos aguardavam votação na CPI da Pandemia.


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