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sábado, 15 maio, 2021
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CPI da Pandemia: Jorginho pede impedimento de Renan e Jader

Jorginho Mello argumenta que Renan Calheiros e Jader Barbalho são pais de governadores, e a CPI vai investigar repasses federais a estados
Por CenárioMT com inf. Agência Senado

Durante reunião de instalação da CPI da Pandemia, nesta terça-feira (27), o senador Jorginho Mello (PL-SC) apresentou questão de ordem para solicitar o impedimento dos senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Jader Barbalho (MDB-PA) como integrantes ou relatores da comissão. A razão seria o fato de Renan ser pai do governador de Alagoas, Renan Filho, e Jader ser pai do governador do Pará, Helder Barbalho. Investigar repasses de verbas federais aos estados é um dos objetivos da comissão.

Jorginho ressaltou que as comissões parlamentares de inquérito seguem as disposições do Código de Processo Penal, que determina que um juiz “não poderá exercer jurisdição no processo em que ele próprio ou seu cônjuge ou parente, consanguíneo ou afim em linha reta ou colateral até o terceiro grau, inclusive, for parte ou diretamente interessado no feito”.


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— Se não lhes é permitido votar em matérias que possam ter interesse pessoal, por óbvio e por economia processual, também não deverá ser permitida a participação de parlamentares que possam ter que se abster de votar ou relatar por estarem diante de um claro impedimento. Ainda destacamos que, segundo a mídia nacional, um dos parlamentares que julgamos impedidos seria o relator da CPI. Importante ressaltar que no relatório apresentado pelo relator, consta expressamente o voto, sendo ele o fio condutor para o desfecho do processo investigatório — destacou o senador. 

O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) se manifestou a favor da questão de ordem. Para ele, está de acordo com o Regimento Interno do Senado, sendo importante para preservar a CPI.

— Temos a condição de aproximar o Senado da população brasileira, para que eles vejam que temos uma possibilidade de haver uma CPI técnica, justa, com independência e isenção. 

Já o senador Eduardo Braga (MDB-AM), que se declarou contra a questão, destacou que Renan nem sequer foi designado relator. Para ele, esta não é a hora de se discutir o assunto.


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— Em questões processuais, temos o momento adequado para se arguir. Eu não posso admitir que uma comissão que tenha a responsabilidade histórica de apontar caminhos para que possamos melhorar a vacinação, kit de intubações, protocolos de tratamentos, esclarecer para onde foi o dinheiro público que aprovamos, fique em uma disputa que não está apropriada para o momento.

Em resposta à questão de ordem, o senador Otto Alencar (PSD-BA), que preside a reunião, afirmou que o assunto deve ser debatido no futuro. O senador destacou que Jorginho deve apresentar a questão de ordem ao presidente eleito da CPI.

— Eu não posso definir a sua questão de ordem, até porque não serei eu que vou indicar o relator. O relator será indicado pelo presidente eleito. Portanto, Vossa Excelência poderá fazer isso depois da comissão instalada, poderá questionar ao presidente eleito. Eu não posso definir e nem decidir por ser um assunto futuro.


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