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domingo, 16 maio, 2021
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Congresso está verde e vermelho pela conscientização para doença de Parkinson

Senado fica iluminado de verde e vermelho de sexta a domingo, 11 de abril, que é o Dia Mundial da Doença de Parkinson
Por CenárioMT com inf. Agência Senado

Os edifícios principais do Senado e Câmara serão iluminados de verde e vermelho, respectivamente, desta sexta (9) até domingo (11), em referência ao Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, doença degenerativa de áreas do sistema nervoso central. A iniciativa, aprovada pela Primeira-Secretaria do Senado, é da senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) e do deputado federal Ricardo Izar (PP-SP), a pedido da Associação Brasil Parkinson, e visa alertar a população para buscar informações e o tratamento necessário para a doença.

A falta de informação sobre o Parkinson, além de atrasar o início de um tratamento adequado, pode causar sérios prejuízos à saúde das pessoas, segundo a senadora Mara Gabrilli. Essa falta de instrução impede ainda a atualização de dados sobre a prevalência da doença, estudos de novas drogas e a aplicação correta de recursos públicos na saúde.


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— A ideia de iluminar o Congresso é justamente chamar atenção para essas questões ainda tão negligenciadas. Quem sofre de Parkinson, ou qualquer outra doença rara ou degenerativa, enfrenta todos os dias preconceito, descaso e muitos constrangimentos pela falta de informação da sociedade. Essa é uma realidade que queremos mudar transformando o raro em familiar, e o familiar em diagnóstico, tratamento, políticas públicas e, acima de tudo, possibilidades — afirmou a senadora.

Samuel Grossmann, um dos fundadores e atual vice-presidente da Associação Brasil Parkinson, disse que a entidade foi a primeira a promover a conscientização da doença no país. Para ele, a adesão do Congresso à iluminação verde e vermelha no mês de abril representa esperança para os pacientes e familiares.

— A iluminação do Congresso Nacional dará um maior alcance, em âmbito nacional, à nossa mensagem e representa a esperança da cura dessa insidiosa enfermidade — ressaltou.

Simbolismo

11 de abril é o Dia Mundial da Doença de Parkinson. Foi nessa data, em 1755, que nasceu o médico inglês James Parkinson, o primeiro a pesquisar cientificamente a enfermidade, chamada na época de “paralisia agitante”.


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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cor verde representa a esperança de cura para os doentes. Já o vermelho faz referência à tulipa vermelha, símbolo mundial da Doença de Parkinson. O uso desse símbolo remonta à década de 80, quando um horticultor holandês que vivia com Parkinson desenvolveu uma nova variedade de tulipa, vermelha e branca, e batizou-a de “tulipa Dr. James Parkinson”.

Legislação

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou, em março de 2019, um projeto que determina o mês de abril como o Mês de Conscientização sobre a Doença de Parkinson. A proposta (PLS 100/2018), do senador Paulo Paim (PT-RS), foi aprovada em decisão terminativa e segue sob a análise da Câmara dos Deputados.

Doença degenerativa

A doença de Parkinson é uma doença degenerativa de áreas do sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). É caracterizada pelo tremor quando os músculos estão em repouso, lentidão de movimentos voluntários e dificuldade em manter o equilíbrio. Em muitas pessoas, o pensamento torna-se comprometido ou desenvolve-se demência. A doença é causada pela diminuição intensa na produção de dopamina, que é um neurotransmissor (substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre células nervosas).

A dopamina ajuda na realização dos movimentos voluntários do corpo de forma automática, ou seja, não precisamos pensar em cada movimento que nossos músculos fazem, graças à presença desta substância em nossos cérebros. Na falta dela, particularmente numa pequena região encefálica chamada substância negra, o controle motor da pessoa é perdido, ocasionando sinais e sintomas característicos. Com o envelhecimento, todos os indivíduos saudáveis apresentam morte progressiva de células nervosas que produzem dopamina. Algumas pessoas, entretanto, perdem essas células (e consequentemente diminuem muito mais seus níveis de dopamina) num ritmo muito acelerado e, assim, acabam por manifestar os sintomas da doença.


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