29.2 C
Lucas do Rio Verde
terça-feira, 07 dezembro, 2021
InícioCENÁRIO POLÍTICODIRETO DE BRASÍLIACDH aprova rastreamento de sintomas depressivos em gestantes

CDH aprova rastreamento de sintomas depressivos em gestantes

Por

O rastreamento de sintomas depressivos na gestante poderá ser incluído entre as ações previstas no pré-natal.  A  Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta terça-feira (23) o PLC 98/2018, da Câmara dos Deputados, que teve parecer favorável da senadora Leila Barros (Cidadania-DF), na forma de um substitutivo. O texto passará por turno suplementar antes de seguir para análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

O rastreamento deverá ser feito preferencialmente no primeiro e no terceiro trimestres de gestação. Uma vez identificada a doença, as gestantes deverão ser imediatamente encaminhadas para acompanhamento por psicólogo ou psiquiatra.


--Continua depois da publicidade--

O projeto determina ainda que o rastreamento de sintomas depressivos continue durante o pós-parto e o período de cuidados com o bebê. Caso seja detectada a depressão, as mães também deverão ser encaminhadas para acompanhamento por psicólogo ou psiquiatra.

Mudanças

Para propor o substitutivo, Leila Barros fez reuniões com diversas profissionais da saúde, entre elas psiquiatras, psicólogas, neonatologistas, pediatras e enfermeiras, de vários órgãos e regiões do Brasil.

Delas, a relatora acolheu a sugestão de substituir a expressão “avaliação psicológica” por “rastreamento de sintomas depressivos”. O rastreamento inicial se baseia num questionário padronizado e pode ser realizado pelos profissionais responsáveis pelo pré-natal e pelas consultas pós-parto. Esse método é capaz de indicar a necessidade o encaminhamento ao profissional da saúde mental, preferencialmente capacitado em saúde mental perinatal, explica Leila.

Outra sugestão acolhida foi a de substituir a expressão “identificação da propensão a desenvolver depressão” pela “identificação de sintomas depressivos”. “São ajustes que podem parecer pouco importantes para leigos, mas fazem a diferença na viabilidade prática da implantação da medida, assim como na orientação do tratamento a ser dado às gestantes e às puérperas pelos profissionais de saúde, especialmente saúde mental”, avalia a relatora.


--Continua depois da publicidade--

Depressão pós-parto

Leila Barros afirmou que, segundo a Fundação Oswaldo Cruz, a depressão pós-parto, ou puerperal, acomete mais de uma em cada quatro mães brasileiras, taxa superior à média de uma em cada cinco estimada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para países de baixa renda.

A incidência da depressão pós-parto é maior entre mulheres de baixa condição socioeconômica, com antecedentes de transtorno mental e hábitos insalubres, como alto consumo de álcool, alta paridade e gestação não planejada. De acordo com a senadora, não se descarta a influência que a alta taxa de cesarianas praticadas no Brasil, a prática frequente de intervenções dolorosas e desnecessárias, como episiotomia, manobra de Kristeller, uso de ocitocina e o pouco uso de analgesia, possam ter sobre esse cenário.

“Trata-se de um problema sério, que prejudica o estabelecimento de vínculos entre a mãe e o bebê. O desenvolvimento social, afetivo e cognitivo da criança é afetado, reverberando por toda a vida. O bem-estar psíquico da mãe é atingido, gerando angústia, culpa e sofrimento, além de torná-la menos propensa a amamentar e cumprir o calendário vacinal do bebê”, alerta Leila.

Redes sociais

107,348FãsCurtir
17,057SeguidoresSeguir
2,098SeguidoresSeguir

Lucas do Rio Verde

MEDIDA EMERGENCIAL
Barreiras de contenção de água são removidas para reduzir alagamento da BR 163 em Lucas
dezembro 07, 2021
PROGRAMA CASA VERDE E AMARELA
Projeto que viabiliza construção de 1,5 mil imóveis por meio de programa social em Lucas é aprovado
dezembro 07, 2021
Lucas do Rio Verde
Servidor Público morre após queda de telhado em Lucas do Rio Verde
dezembro 07, 2021
Lucas do Rio Verde
Material lúdico educativo é fornecido ao CAPS e CAM de Lucas do Rio Verde
dezembro 07, 2021