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domingo, 11 abril, 2021
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Russi é o 22º presidente após divisão de Mato Grosso

Nenhuma mulher chegou ao comando. Após deixar a função, maioria assumiu vaga de conselheiro do TCE
Por DIÁRIO DE CUIABÁ

Max Russi (PSB) é o 22º presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, após a divisão territorial que, em 1979, criou Mato Grosso do Sul.

Os 11 ocupantes anteriores do cargo, a exemplo de Russi, foram ligados politicamente aos governantes do período e, ao longo desses 42 anos, nenhuma mulher se elegeu para a presidência.


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José Riva, que exerceu mandatos pelo PMN, PSDB, PP e PSD foi quem mais presidiu o Legislativo: seis vezes.

Em 1979, a Assembleia era presidida por Paulo Saldanha (Arena), com domicílio no recém-emancipado Mato Grosso do Sul.

Saldanha era correligionário político do governador Cássio Leite de Barros, também sul-mato-grossense.

Depois do mandato, Saldanha foi conselheiro do Tribunal de Contas daquele Estado (TCE).


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Ainda em 1979, Oscar Ribeiro (Arena) se elegeu presidente e, mais tarde, foi conselheiro do TCE.

Benedito Alves Ferraz (Arena) se elegeu em 1981. Dois anos depoi,s Ubiratan Spinelli (PDS) venceu a disputa pela presidência; Ubiratan foi deputado federal constituinte e conselheiro do TCE.

Roberto Cruz (PDS), domiciliado em Barra do Garças (509 km a Leste de Cuiabá), se elegeu presidente em 1985 e, interinamente, exerceu o cargo de governador, com uma curta licença de seu cunhado, correligionário e governante Wilmar Peres de Faria.

Wilmar, em 1982 conquistou a vice-governadoria numa chapa encabeçada por Júlio Campos (PDS); Júlio deixou o cargo em 1986 para disputar e vencer a eleição para deputado federal e Wilmar o sucedeu.

Carlos Bezerra se elegeu governador em 1986 pelo PMDB e seu correligionário e radialista Roberto França assumiu a presidência da Assembleia em 1987.

Dois anos depois, com Bezerra no poder, outro peemedebista, o deputado Antônio Amaral, de Pontes e Lacerda (448 km a Oeste da Capital), chegou à presidência.

Em 1989, Bezerra se desincompatibilizou do cargo para disputar o Senado, sem sucesso.

O vice-governador Edison de Freitas (PMDB) assumiu o Governo, mas sofreu um acidente aéreo em Chapada dos Guimarães (67 km ao Norte de Cuiabá), que resultou em sérias fraturas, que lhe impossibilitavam a locomoção.

Freitas renunciou. Moises Feltrin (PFL), residente em Rondonópolis (212 km ao Sul da Capital) e presidente eleito em 1991, foi governador constitucional concluindo o mandato até a posse do governador Jayme Campos (PFL).

Em 1993, Humberto Bosaipo (PFL) se elegeu presidente e, em 2001, se reelegeu (PPS), sendo o segundo morador em Barra do Garças a exercer o cargo.

Depois da Assembleia, Bosaipo foi conselheiro do TCE.

Dois anos após a eleição de Bosaipo, Gilmar Fabris (PL), também de Rondonópolis, chegou à presidência.

O mandato de Fabris foi turbulento e por um curto período, por sua determinação, a Assembleia foi fechada administrativamente em protesto contra o atraso no repasse do duodécimo pelo governador Dante de Oliveira (PDT).

José Geraldo Riva (PMN, PSDB, PP e PSD) foi o deputado que por mais tempo presidiu a Assembleia.

Se elegeu em 1997, se reelegeu em 1999; voltou ao cargo em 2003, 2009, 2011 e 2013, sendo que na legislatura de 2007/10 Riva foi cassado em julho de 2010 por crime eleitoral praticado no município de Santo Antônio de Leverger, na eleição em 2006, e em seu lugar assumiu o vice-presidente Mauro Savi (PR).

Riva era domiciliado em Juara (709 km ao Norte de Cuiabá). Foi preso várias vezes e condenado por improbidade administrativa.

Silval Barbosa (PMDB), domiciliado em Matupá (695 km ao Norte da Capital), se elegeu presidente em 2005.

Em 2006, foi vice-governador de Blairo Maggi (PPS) e, em 2010, conquistou o Governo em primeiro turno. Após o mandato no Palácio Paiaguás, Silval foi preso e condenado por improbidade administrativa.

Sérgio Ricardo (PPS) se elegeu presidente em 2007. Antes, foi vereador por Cuiabá. Depois, conselheiro do TCE, do qual está afastado judicialmente.

Guilherme Maluf (PSDB), ex-vereador por Cuiabá, conquistou a presidência em 2015. Depois, renunciou para ocupar uma cadeira de conselheiro do TCE.

Eduardo Botelho (DEM) se elegeu presidente em 2017, 2019 e para o biênio 2021/22, mas o Supremo Tribunal Federal anulou sua eleição,  por se tratar de terceiro mandato consecutivo para o mesmo cargo.

Max Joel Russi, 46 anos, paranaense, presidente regional do PSB, foi vereador e por duas vezes consecutivas prefeito de Jaciara (148 km ao Sul de Cuiabá). [

É deputado reeleito (20.690 votos em 2014 e 35.042 votos em 2018) e exerceu as funções de chefe da Casa Civil e de secretário de Trabalho e Assistência Social, em parte do governo de Pedro Taques (2015/18).

Russi é marido da prefeita de Jaciara, Andreia Russi (PSB).


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