A Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Mato Grosso é a superintendência que mais apreende madeira irregular no País. Em 2019, apenas até o início de dezembro, já foram recolhidos 6.542 m³ do produto, o que corresponde a 327 caminhões carregados.

As últimas apreensões ocorreram na terça-feira (10) na BR-163, em Guarantã do Norte e Matupá, quando 103m³ de madeira foram retidos e três pessoas acabaram presas.

Os flagrantes são feitos quase diariamente pela PRF em Mato Grosso. Mais de 90% da madeira apreendida é do tipo serrada e estima-se que é necessário em média uma árvore para produzir cada metro cúbico deste produto. Portanto, apenas o volume retido neste ano representa cerca de 6 mil árvores derrubadas sem autorização dos órgãos ambientais.

As principais irregularidades cometidas são o transporte sem Guia Florestal ou Documento de Origem Florestal, a reutilização de documentação emitida para outra carga ou mesmo documentação falsa.

As espécies mais encontradas nos flagrantes são a Itaúba e o Angelim, mas há também a Castanheira, com corte e comercialização proibidos no Brasil. Muitas vezes, os policiais localizam espécies ou quantidades divergentes do que está sendo declarado.

Essas são algumas das formas encontradas por madeireiros, comerciantes e transportadores para esconder a extração ilegal, conforme explica o PRF Héber Araújo “Essa madeira não está registrada no banco de créditos florestais junto aos órgãos ambientais competentes, então eles simulam a emissão de documentos e tentam dar aparência de legalidade. Esse lucro obtido ilegalmente é prejuízo para o meio ambiente e para a sociedade já que o meio ambiente é um bem de uso comum e essencial à sadia qualidade de vida”.

Normalmente as madeiras ilegais vem do Pará, de Rondônia e do Amazonas e tem como destino o Sul, Sudeste e Centro Oeste do País.

Nos flagrantes feitos pela PRF, são identificados o transportador, o comerciante e o madeireiro como autores no crime ambiental referente a transportar, adquirir ou vender madeira sem licença válida. “As penas para esses infratores vão deste a detenção, aplicação de multas e também perda do material envolvido no crime, como os veículos e equipamentos”, destaca Araújo.

A madeira é apreendida e pode ser doada ao final do processo para instituições públicas ou entidades assistenciais e ainda leiloada e revertida para os órgãos de segurança pública e ambientais.

Em Sorriso, por exemplo, madeiras apreendidas pela PRF já se transformaram em quiosques, bancos, mesas e passarelas da Área Verde Central do município e em pontes na área rural. Em outros municípios, foram leiloadas e o valor arrecadado foi utilizado para equipar forças de segurança.

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Amazonia 03 de Junho