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sábado, 24 julho, 2021
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Seu filho tem maturidade para ter uma tela na mão?

Por Maria Augusta Ribeiro

Saiba porque crianças menores de 10 anos não tem maturidade necessária
para administrar o uso do aparelho de forma saudável.

Tem uma criança menor de 10 anos com um tablet ou smartphone na mão com
tempo de tela que ela desejar perto de você? Atenção é bem provável que haja
problemas.


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A substituição de atividades físicas pelas virtuais esta fazendo com que cada
vez mais famílias percam o dialogo, vivam o ócio ou criem experiências únicas
vividas na vida real exclusivamente porque estão dando acesso aos
dispositivos moveis aos filhos.

Um estudo realizado pela Kaspersky em 6 países da américa latina, incluindo o
Brasil, analisou o uso do smartphone em crianças e adolescentes e descobriu
que 73% delas ganham seu primeiro dispositivo antes dos 10 anos com acesso
ilimitado.

Se pensar que a maturidade é o conjunto de habilidade necessárias para lidar
com os desafios da vida, e que crianças e adolescentes não tem todas elas
formadas ainda, o uso das telas é sim prejudicial a saúde.

Além das questões básicas como atrapalhar o sono, entreter em excesso e
afetar a criatividade. Temos variantes mais profundas como o atraso da fala e
fobia social.


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Mas se a tecnologia é nossa aliada, porque se preocupar com a exposição das
crianças as telas?

A OMS e a Academia de Pediatria Americana têm uma postura clara quanto ao
uso dos dispositivos móveis para as crianças menores de 10 anos.
Aconselham que bebês até os 2 anos de idade não devem ter nenhuma
exposição às telas e crianças ate os 10 tenham seu tempo de tela limitado e
monitorado pelos pais.

Smartphones, tablets, brinquedos com wifi, TVs e computadores, nenhum
deles é permitido aos menores. Mas, porque?

Numerosos estudos têm mostrado que aprendemos melhor pelas experiências
de vida real, e que as telas roubam a atenção, enfraquecem a memória,
reduzem a capacidade de perceber perigo e corrigir erros.

Crianças e adolescentes estão abarrotando os consultórios médico
simplesmente porque não conseguem andar de carro sem o uso do
smartphone, ou mesmo perceber o sabor de um alimento se a tv não estiver
ligada.

Por mais legal que seja ter uma criança que sabe passar o dedinho numa tela
os pequenos estão mais expostos a pornografia, estimulo ao consumismo e ao
vicio em games do que os adultos.

Sem falar nos problemas de motricidade onde crianças não conseguem
segurar mais um lápis, simplesmente porque em vez de exercitar as pinças nos
dedos pegando coisas estão passando o dedinho numa tela. E acabam por
não desenvolveram músculos nos dedos.

Somente as atividades em família, diálogos e experiências reais conseguem
transformar crianças e jovens em adultos maduros e preparados para os
desafios da vida.


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Então, se todos esses estudos pudessem te dar um conselho sobre a criação
dos seus filhos na atualidade, esse conselho seria: Menos Telas e mais vida
real.

Por: Maria Augusta Ribeiro. É especialista em Netnografia e Comportamento
de consumo digital no Belicosa.com.br
© CenárioMThttps://www.cenariomt.com.br
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